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    Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as diversas formas de exclusão apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas educacionais e sociais, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata. 
           Precipuamente, é fulcral pontuar que a Educação tem papel importante para o desenvolvimento social de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no preconceito e exclusão étnica que, por conseguinte, acarreta problemas de saúde em parte dos brasileiros. Segundo um estudo realizado pela Universidade College London, as minorias étnicas têm maior risco de apresentarem transtornos psicóticos. Devido à falta de atuação das autoridades, o número de indivíduos LGBT, por exemplo, que sofreram algum tipo de distúrbio mental só cresce, como é evidenciado em pesquisas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
          Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito como promotor do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Partindo desse pressuposto, o preconceito é uma demonstração clássica da ineficiência dos sistemas governamentais que têm medidas muito vagas e falhas a respeito do melhoramento da atual situação. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro deletério. 
            Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione verbas que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura, serão revertidas na verificação e melhoramento da atual postura estatal, através da inserção de conteúdos específicos nas grades curriculares, preconceito e intolerância, além de melhor investimento nos estudos das áreas de Ciências Humanas, com enfoque na Sociologia. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das diversas formas de exclusão e impactos sobre a saúde do brasileiro, e a coletividade alcançará a Utopia de More.