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Enviada em: 03/08/2019

“...Mas eu só quero educar meus filhos, tornar um cidadão com muita dignidade. Eu quero viver bem, quero me alimentar, com a grana que eu ganho não dá nem pra melar...”. Diante da música Xibom Bombom de As Meninas, é possível perceber que a questão da fome é uma problemática vivida por milhões de brasileiros. Logo, a distribuição de renda não igualitária e a falta de educação são os principais fatores responsáveis por essas desigualdades sociais.    É notório que o dinheiro voltado para a população, não é distribuído de maneira proporcional à todas as classes. Historicamente, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, visto que a renda se concentra em classes mais altas no topo da pirâmide econômica, excluindo assim, aquelas que se encontram na base. No mercado de trabalho, essa disparidade fica evidente, afinal, aqueles com mais qualificações acabam ganhando um salário mais alto e se destacando mais do que outros que não tiveram as mesmas oportunidades.    Outro fator que deve ser discutido é em torno da escolarização, ou a falta dela. De fato, as pessoas com melhores condições de vida terão um processo educacional melhor, ao contrário daqueles de uma classe mais baixa, sem as mesmas condições. Nesse cenário, a educação é, sem dúvidas, a porta para uma vida mais estável, com maiores chances de emprego e socialmente realizada. Pela falta de chances e dificuldade financeira, os jovens desde cedo começam a trabalhar para ajudar na renda familiar e abrem mão da vida escolar, por questão de necessidade. Desse modo, essa mão de obra desqualificada afetará no salário ganho e na disparidade das desigualdades.    Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. A criação de políticas públicas, por meio do Governo Federal, a fim de ajudar as famílias que passam fome e na orientação educacional. Além de que, é preciso rever e reorganizar a distribuição de renda de maneira justa, criar novas escolas técnicas que atendam as necessidades desses jovens, com grades horárias acessíveis a eles, para que não tenham que deixar o ambiente de estudo para trabalhar, e sim já sair da escola com o curso técnico. No que diz respeito às empresas, é fundamental oferecer cursos de qualificação e abrir mais vagas de emprego, para esses poderem ter mais chances de trabalho. Além do mais, a população tem de se reeducar referente à alimentação, pois a quantidade de comida desperdiçada de forma imprudente poderia ajudar quem não tiver o que comer com frequência. Dessa maneira, há muito o que ser feito, e a luta por mais igualdade e sem miséria não pode parar.