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    "A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota". A frase de Jean-Paul Sartre, parece fazer alusão ao risco que as rixas existentes nos estádios de futebol traz à harmônia da sociedade. Assim, constata-se a inércia da situação, seja pela falta de estrutura, seja pela ação das torcidas organizadas. 
      Segundo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir, dotado principalmente de coercitivade. Logo, a liderança das torcidas organizadas influencia as ações dos torcedores adeptos do movimento, que se mascaram de amantes do futebol para disseminar o ódio contra aqueles julgados como inimigos dentro e fora de campo. Dessa maneira, o estreito relacionamento entre as organizadas e os clubes de futebol permite o compartilhamento do ódio sem nenhum tipo de impedimento. 
      Ademais, é indubitável que a estrutura precária de segurança nos jogos acresce a problemática. Com isso, a adrenalina presente nos corpos dos torcedores em partidas decisivas compromete a racionalidade e causa a necessidade de aumento no contingente de policiais responsáveis pela contenção dos ânimos. Dessa maneira, dados divulgados pelo veículo de comunicação R7, ao afirmar que: "Mais de 100 pessoas morreram decorrentes da violência dos estádios nos últimos 20 anos", confirmam o descaso governamental.
      Fica evidente, portanto, que é substâncial o combate da situação para que prevaleça a segurança nos esportes. Destarte, é imprescindível a ação dos clubes de futebol em conjunto com suas respectivas torcidas na elaboração de campanhas publicitárias responsáveis por condenar qualquer tipo de agressão, em busca de diminuir as mortes supracitadas. Sendo relevante ainda, a ação dos Governos Estaduais na criação de unidades policiais focadas na contenção de tumultos provocados por torcedores, além de barrar a entrada nos estádios de pessoas condenadas por qualquer ato de violência, a fim de diminuir a criminalidade e trazer paz para o futebol.