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    A violência sofrida no esporte, principalmente entre torcedores, vem aumentando anualmente. Segundo o portal de notícias El País, em 2017, ocorreram 104 episódios violentos relacionados ao futebol que resultaram em 11 mortos. Com esses dados, é possível observar que o fanatismo atrelado a falta de segurança pública gera consequências, que podem ser irreversíveis.
       As brigas entre torcidas organizadas têm ganhado espaço, uma vez que a segurança é precária e as autoridades não são preparadas ou não têm condições de trabalho para lidar com estas. Logo, medidas preventivas seriam mais eficazes do que apenas punir os responsáveis. Por exemplo, a Inglaterra, nos anos 90, passou por uma situação parecida quanto a torcida organizada do Liverpool, chamada Hooligans, que costumava desrespeitar a ordem dentro e fora do campo. A primeira medida tomada pelo ministério britânico foi repressão policial e isolamento dos envolvidos, mas não obteve sucesso. Foi então que as autoridades optaram por instalar em todos os estádios um sistema de vigilância, a fim de reconhecer e retirar dos jogos qualquer Hooligan; além de uma lei criada para proibir, todo torcedor arruaceiro, de assistir os jogos do time no país e em outros.
       Dessa forma, é visto que enquanto o problema da proteção não for solucionado, continuarão existindo mortes, geradas pelos empurrões e agressões das brigas. Estas sendo evidenciada pelo caso de um menino de 14 anos que morreu por uma bala perdida, disparada durante a rixa entre duas torcidas organizadas, em 2014. Essas consequências (choques e falecimentos) fazem com que o esporte deixe de ser um entretenimento para se tornar uma forma de nova forma de violência, que parece já estar se enraizando no país, ao passo que há anos ocorre, porém não há medidas para solucioná-la.
       Em suma, os times deveriam reformar seus estádios, adotando um sistema de cadastramentos e monitoramento daqueles que estão na torcida, barrar os membros da torcida organizada, isolando-os, prevenindo os conflitos de acontecer. E ainda, se mesmo assim essa atividade ocorrer, a Conmebol deveria tirar pontos do time ou desclassifica-lo; como também criar uma lei para proibir estes torcedores de assistir os jogos do time durante um período de 5 anos ou mais, dependendo da gravidade do ato.