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    O Brasil tem estado em desvantagem no placar, em relação à ocorrência da violência dentro do esporte no país. Corporações esportivas, junto a instituições federais não têm demonstrado eficiência no que diz respeito ao combate ao terror noticiado sobre o cenário desportivo. Jean-Paul Sartre reflete sobre o que deve ser esclarecido na consciência dos brasileiros fanáticos: ´´A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.´´
       O futebol, que confere à nação brasileira grande admiração ao redor do mundo, paradoxalmente também é o principal palco dos inúmeros atos de indisciplina, protagonizados por comitês de organização e por torcedores. De acordo com uma pesquisa do sociólogo Maurício Murad, o Brasil é o país no mundo com mais casos de morte relacionadas ao futebol. O caos tem suas raízes  em comportamentos violentos cotidianos, que se apresentam dentro e fora dos campos, por exemplo em atitudes de abstrata superioridade, gerando provocações que se convertem em violência física e verbal, transformando o que deveria ser uma fonte de prazer em um show de horrores.
       Em sua essência, os esportes pregam valores fundamentais para a coesão e o bem-estar de uma sociedade. Contudo, os casos de violência na indústria esportiva têm causado extremo constrangimento para o país do futebol. Confusões na entrada e saída dos estádios, invasões, forte repressão policial e eventuais mortes e prisões são  vistas com frequência. Essas cenas decorrem da falta de compromisso com a sustentabilidade do negócio, ademais da desqualificação profissional dos membros organizadores e participantes da manutenção dos eventos.
       Inegavelmente, a prática de agressão é um empecilho para o convívio decente em sociedade. Portanto, urge que ações sejam efetivadas em prol do embate à violência no esporte brasileiro. Cabe ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão trabalhar em conjunto com entidades esportivas para que promovam, principalmente, projetos de aprimoramento de segurança pública e logística em locais de competição bem como o aperfeiçoamento de sanções punitivas na ocorrência de comportamentos desregrados. Tais medidas favorecerão o país na partida contra a imoralidade, e este passará a ser dono da vantagem no placar.