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    Longínquo é o tempo no qual o esporte servia principalmente como agente da política do Pão e Circo. Nos dias atuais, o fanatismo pelo esporte leva a barbaridades que alcançam até o fatalismo. Os direitos humanos são esquecidos e a violência se espalha, não somente entre os ringues e campos, mas também fora destes.
       O esporte sempre carregou consigo a violência como reflexo da sociedade na qual está inserido. Na Grécia antiga, as Olimpíadas eram restritas à elite; tal exclusão acomodou-se no imaginário geral, gerando uma série de discriminações e preconceitos. Ainda que muito se evoluiu, episódios racistas nos quais jogadores são chamados de ´´macacos´´ ou até mesmo bananas são atiradas contra estes, continuam a assolar o mundo dos esportes.
      Segundo Hobbes, ´´O homem é o lobo do homem´´; tal pensamento concretiza-se quando, inseridos em uma sociedade individualista na qual a crença do outro não importa, os indivíduos se violentam por acreditarem que um time é melhor do que outros. As consequências de tal fato são tanto psicológicas quanto físicas, bem como sociais: uma onda de intolerância passa a normatizar-se e acontecimentos graves são vistos como ´´briguinhas de torcida´´.
       Não somente entre torcedores ocorrem atos violentos, mas também entre os jogadores/participantes. Se anteriormente o esporte era sinônimo de saúde, atualmente este significado foi esquecido. Diversos fatores, como a competição e a pressão de obter a vitória, levam à agressividade.
    Portanto, é necessário resgatar a função socialmente produtiva do esporte, assim como sua função na criação de prazer. Cabe ao Ministério da Educação instaurar nas escolas debates acerca da tolerância, para que a socialização primária dos indivíduos seja convergida à aceitação de diferentes opiniões. Assim, a violência não será tão decorrente no cenário esportivo, bem como em outros cenários.