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    A violência no esporte brasileiro, que resulta em mortes, tem apresentado números significativos nas últimas décadas. De acordo com dados levantados pelo R7, ao menos 101 pessoas morreram em brigas de torcidas nos últimos 26 anos. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste pela incapacidade das autoridades e pela violência ocorrer também em ambientes externos aos estádios, gerada pelo bullying esportivo.
       Muitas das brigas entre torcidas são agravadas quando há uma má abordagem das autoridades. Isso se dá porque as corporações militares têm encontrado dificuldades no ponto de vista estrutural e contingente dentro e fora dos estádios. Motivo apontado pela diretoria do Flamengo quando denunciado pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol após o incidente na final da Sul-americana. Dessa forma, quando há repressão militar mal-sucedida, além da violência ser agravada, toma novas proporções e formas, como o vandalismo. 
       Além disso, a violência está muito além dos ginásios e arenas, se expande às ruas, internet, etc. Isso pode ser comprovado com dados levantados pelo R7, nos quais em 101 mortes, 82 ocorreram fora das mediações dos estádios. Nesse viés, o bullying esportivo, toma proporções cada vez maiores, com o advento da internet, no qual se manifestar sobre times é sinônimo de correr perigo. Fato que, consequentemente, mostra o esporte se tornando um meio de manifestação de violência, tanto verbal, quanto física.
       Pode-se perceber, portanto, qua a incapacidade das autoridades e a violência externa aos estádios, como o bullying esportivo, dificultam a erradicação da violência no esporte brasileiro. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que a mídia deixe de promover a rivalidade entre times e passe a promover a paz nos estádios. Ademais, que é necessário que haja reforço e treinamento tático para as autoridades, além de promover, com descontos, a ida de famílias aos jogos. Quem sabe, assim, o fim da violência no esporte deixe de ser uma utopia para o Brasil.