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    O Coliseu, maior simbolo do Império Romano, foi um local de combates violentos entre gladiadores que davam a vida como forma de entretenimento. Hoje, essa onda violenta invade estádios dentro e fora de sua esfera esportiva, como é o caso do Maracanã no qual as consequências recaem não só aos torcedores mas também a população próxima. Nesse contexto, deve-se analisar como a impunidade e a competitividade negativa agrava esse problema. 
          É importante destacar que a impunidade reforça a selvageria que ocorre no âmbito esportivo. Segundo o sociólogo Maurício Murad, somente 3% dos crimes associados ao futebol - principal esporte brasileiro - foram punidos pela Justiça entre os anos de 2014 e 2016, o professor universitário afirma ainda que esses criminosos não respeitam nem mesmo a própria torcida. Nesse cenário é comum a falta de preparo policial, desfavorecendo a detenção desses torcedores, tendo como consequência o crescimento no grau de brutalidade entre eles, atingindo não só a plateia dentro do estádio, mas também seus arredores durante conflitos pós jogos. 
           Além disso, nota-se, ainda, que a competitividade esportiva tornou-se algo negativo e tóxico. Não raro, encontra-se, após jogos esportivos, comentários onde o vencedor tem uma maior preocupação em zombar o adversário antes de comemorar a vitória. Esse fator é o grande responsável por afastar a ideia principal de competir de forma saudável visando o bem estar coletivo, colocando a violência acima da fraternidade esportiva. Desse modo, as pessoas acabam por evitar espaços esportivos como estádios de futebol, por medo de serem agredidas por torcedores. 
         Portanto, é necessário que, para garantir a segurança no ambiente esportivo, o Ministério do Esporte, Educação e Cultura juntamente as respectivas instituições privadas esportivas, promovam cursos para os policiais, por meio de oficinas de especialização, a fim de que as punições sejam aplicadas de forma correta e recorrente. Além disso, o Ministério, igualmente, em parceria com as escolas, devem promover o esporte comunitário, por meio de campeonatos escolares e torneios locais, com a finalidade de tornar a prática esportiva um objeto de integração social e inclusão novamente, sem vias de hostilidade. Assim, diminuindo a violência nos esportes, garantindo, dessa forma, uma competitividade harmônica de respeito mútuo.