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    Não é plausível determinar uma data específica para o surgimento do esporte, há aquele que diga que esse surgiu na era primitiva, quando a luta, a corrida, a natação e e o lançamento de objetos -hoje, modalidades esportivas específicas- já eram praticados. Em desacordo com o que espera-se do esporte, um ambiente onde a repulsa à qualquer violência seja presente, o Brasil se tornou o país do futebol em consonância com a violência. Tal conjuntura se deu em razão dos revés presentes na atual sociedade, entre eles a violência disseminada por todo território e o sentimento de impunidade vivente.
      Primordialmente, é inquestionável que a violência no Brasil transpassa por toda a sociedade e abrange não apenas o meio esportivo. Desta forma, os eventos que em tese deveriam ser locais onde a rivalidade existisse apenas dentro dos campos, se tornam palco de hostilidades. Estas se inciam por meio de brigas ou discussões, sejam elas dentro ou fora do estádio e, muitas vezes resultam em dezenas de feridos e até óbitos. Não era de se esperar que dentro dos estádios a situação se modificasse, uma vez que o Brasil é considerado o nono país mais violento do mundo, segundo dados do site R7. Á vista disso, confirma-se o pensamento do antropólogo, escritor e político Darcy Ribeiro de que o Brasileiro tem uma perversidade intrínseca em sua herança.
       Em adição a essa problemática, ainda é vivenciado um despreparo no meio policial, uma vez que não há um treinamento específico para lidar com este tipo de cenário, principalmente quanto esse ocorre em grande escala, fator que ocasiona um descontrole ainda maior da situação que, por conseguinte, atinge proporções imensuráveis. Além disso, perdura um sentimento de impunidade entre os infringentes da lei, já que não se vê um processo penal coerente com a infração praticada, como é o caso de torcedores que propagam ódio nos estádios e recebem como pena uma simples suspensão temporária dos jogos. Logo, com  base na proposição do físico Isaac Newton de que toda ação gera um reação, é possível inferir que a reação advinda do estado governamental não é a estimada.
      Constata-se, portanto, que é necessário a tomada de medidas visto que, o caminho para o esporte sadio ainda encontra barreiras. Desta maneira, deve partir do governo uma parceria com a Polícia Militar e o poder judiciário, a fim de aumentar o policiamento nos estádios na ocorrência de grandes eventos, além da aplicação de um treinamento especifico para lidar e reagir com possíveis desavenças da torcida. Ademais, é necessário que a impunidade não seja mais presente, de forma que o individuo infrator cumpra a pena proporcional ao crime cometido, além de o banimento permanente de futuros jogos. Tais medidas visam erradicar as situações errôneas que tornam-se base para desencadeamento de atos violentos, com intuito de alcançar a pratica esportiva longe de qualquer bestialidade.