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    A violência nos esportes brasileiros é um grande problema, principalmente as brigas de torcida, assim, caracteriza-se como um grande inconveniente para a sociedade. Nesse contexto, por meio do trecho "No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.", do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, nota-se que o homem, ao longo de seu desenvolvimento, encontra adversidades em sua caminhada. Visto isso, tais atos de brutalidade representam um retrocesso em uma comunidade que visa uma convivência harmônica.
         Desta forma, uma das justificativas para os frequentes episódios de conflitos é o grande consumo de entorpecentes, principalmente bebidas alcoólicas, que deixam os torcedores fora de si, consequentemente, facilita-se o início de uma confusão generalizada que pode levar à morte de alguns espectadores. Isto posto, vale ressaltar que muitas substâncias ilegais circulam nas arquibancadas, como drogas, o que torna ainda mais intoleráveis as situações de hostilidade.
          Ademais, outro fator que colabora para os incidentes é a baixa eficiência da segurança, que muitas vezes está em pequeno número, ou até mesmo ausente em alguns casos. De acordo com Maurício Murad, sociólogo, entre 2013 e 2017 foram confirmadas ao menos 88 mortes relacionadas ao futebol no Brasil. Estes dados mostram a baixa proteção oferecida, um direito garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos a todos os indivíduos, mas que, infelizmente, a maioria não pode usufruir.
          Diante desse contexto, torna-se visível que o problema é uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento e a harmonia. Assim, faz-se necessária a ação do governo, que deve criar políticas que proíbam ou, no mínimo, restrinjam o uso de entorpecentes, além de reforçar a segurança em eventos esportivos por intermédio do aumento de profissionais capacitados para tal fim, promovendo assim, uma menor exposição ao risco de brigas generalizadas, que podem levar à morte.