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    O esporte é um meio de integração intercultural universal. O futebol é um exemplo de unificação de diferentes raças, religiões e etnias, visto que todos se juntam por um só propósito: Torcer. Contudo, no Brasil, este lazer torna-se perigoso, majoritariamente, por conta das diversas torcida organizadas com comportamento violentos e pelo fracasso da família na educação de jovens torcedores. Sob tal perspectiva, é necessário intervenção imediata.
       Nelson Rodrigues, grande jornalista contemporâneo brasileiro, externou sua opinião contundente sobre futebol, dizendo que "Não se ganha uma partida com bons sentimentos". Tal enunciado mostra-se mal interpretado e mal executado pela sociedade, visto que Nelson pretendia dizer que surpreender é necessário no futebol. Torcidas como Máfia Vermelha, TUF e TOC são reincidentes no que se trata de "sentimentos ruins" relacionados ao futebol, devido à grande rivalidade presente no meio desportivo. Pessoas inocentes que vão tentar motivar seu time são, se não mortas, agredidas fisicamente, em meio ao fogo cruzado de torcidas organizadas rivais, resultando em sequelas físicas e psicológicas irremediáveis.
       Ademais, o insucesso familiar no que diz respeito à educação do jovem torcedor é um fator agravante para índices negativos no meio esportivo. Jovens que presenciam desde sua primeira juventude seus responsáveis instigando e dando razão a violência vivida em estádios tomam aquela atitude como exemplo, levando consigo uma índole perversa, tendo como consequência a vontade de brigar e de causar tumultos em torcidas rivais. Pais que não poupam palavras de baixo calão em frente ao seus filhos, que fazem apologia à violência e incitam o ódio são frequentes na sociedade brasileira, poluindo, assim, a mente das futuras gerações de torcedores apaixonados.
        Destarte, é cabível ao Governo o aprimoramento do sistema de torcidas organizadas no Brasil, fazendo isso por meio de cadastros e de oficialização das informações em cartórios, para que assim os devidos responsáveis por comportamentos inadequados e antidesportivos sejam, de fato, punidos. Isso deve ser feito com as verbas oriundas das cargas tributárias destinadas a cultura, para que a violência nos estádios venha diminuir exponencialmente. É dever também do Estado a criação de dinâmicas educacionais, incluindo mais palestras e reformas estruturais. Estimulando, assim, o núcleo familiar a se informar e repassar as informações para as futuras gerações de jovens. Para que, apenas assim, o esporte deixe de ser perigoso e volte a ser uma fonte de lazer apaixonante, e os futuros torcedores torçam com garra e respeito.