Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    De acordo com o jornal eletrônico El País, só no ano de 2017 foram registrados 104 casos de violência relacionados ao esporte brasileiro, em que quase 15% desses culminaram no falecimento das vítimas. Os devidos acontecimentos espelham um governo caótico e as más relações entre as facções do país e o Primeiro Comando do Capital, PCC, que se misturam às torcidas e geram desordem. As medidas tomadas pelo governo, todavia, são demasiadamente gerais; o que causa ainda mais entropia.
          É indubitável que um povo reverbera seu respectivo centro de poder e leis, bem como o contrário, uma vez que a construção da moral é reflexo da ética comum entre os cidadãos. Conseguinte, o caos que instaura-se nas torcidas de futebol transparece o oximoro político do país. No ano de 2017, o Brasil estava um ano a posteriori de um impeachment, sendo governado por Michel Temer, hoje preso. O acontecimento dividiu o país em duas esferas ideológicas, mas causou revoltas em ambas pelas propostas de reformulação de recursos públicos como a previdência social. Nesse mesmo ano, os casos de violência nos estádios foram registrados os mais altos, assim como o número de homicídios que subiu para 60 mil, em concordância aos dados disponibilizados pelos sites Carta Capital e G1, respectivamente. Portanto, conclui-se que baderna instaurada é fruto dos transtornos governamentais da época.
          Outrossim, os estádios representam um meio propício para desordenação. Consoante ao sociólogo Maurício Murad, há uma pequena gama de pessoas que se mistura com os torcedores em prol de causar confusão, as facções. O autor aponta as diretrizes do código penal como justas às punições, por terem um caráter individual que englobaria perfeitamente o grupo. No entanto, preferiu-se implantar o sistema de torcida única em São Paulo, o que causou maiores revoltas por conta da injúria pela generalização na resolução dos casos. Dessarte, a maneira com que procurou-se resolve-los incidiu em diferentes episódios de confusão, como a destruição de estações de trem e brigas fora do cenário. 
          A julgar pelo comportamento dos torcedores dentro dos estádios diante das perturbações políticas, vê-se necessário a convocação das entidades do governo em condecoração da restauração do funcionamento das instituições, com a intenção de espelhar de maneira correta os cidadãos e encaminhá-los à ordem. Cabe à secretária de esportes unir-se ao governo após a estabilização do desempenho dos cargos, para que conservem juntos as considerações do código penal ao reverem as punições instituídas aos episódios de entropia nos estádios. Destarte, implicarão na raiz que condiciona o problema, em concordância com Maurício Murad, sociólogo especializado no assunto; assim, diminuirão o impulsionamento do caos e da violência ligada ao esporte brasileiro.