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    Carnaval e futebol: essas são as expressões da cultura brasileira reconhecidas mundialmente. O esporte que sempre foi popular é considerado por muitos, mais que apenas entretenimento, mas sim a paixão nacional, motivo de orgulho para o país. Contudo, nota-se que nos últimos vinte anos o futebol brasileiro perdeu seu caráter amistoso, tornando estádios locais violentos para o público, isso porque a violência do esporte brasileiro é um relexo da intolerância da sociedade, e trás consequências negativas para ela própria. 
      O Brasil apesar de apresentar um multiculturalismo e uma ampla diversidade, é um país muito intolerante. Ainda em 2019, há casos de intolerância religiosa, racial e sexual. Segundo uma pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia, a intolerância tornou o Brasil o país que mais mata transsexuais no mundo em 2018, chegando a mais de 300 pessoas por ano, e com o futebol não iria ser diferente. Ficar de lados opostos dentro do estádio e vestir uniformes diferentes é o suficiente para torcedores deixam de se enxergar como adversários, e passar a ver o outro time como inimigo de guerra. A rivalidade acirrada entre equipes faz com que os torcedores percam a habilidade de conviver com o diferente, e partirem para a agressividade irracional com relação às outras torcidas. Logo, a violência nos esportes é apenas o reflexo da sociedade brasileira, que ainda demonstra-se muito intolerante. 
      Essa intolerância tem como consequência a violência generalizada, não apenas nos estádios, mas a agressividade da torcida se expande para as ruas, bares, trânsito, e até na internet. Torcidas organizadas trocam mensagens de ódio pelas redes sociais, chegando até a marcar conflitos pela internet. O resultado disso é correria empurra-empurra nas arenas, agressões verbais e físicas,  chegando até a morte de torcedores, desmotivando muitas pessoas de frequentarem os estádios. Segundo um estudo coordenado por Mauricio Murad, revelou que o Brasil é o recordista de mortes relacionadas ao futebol, chegando a mais de 130 óbitos no período de 2009 e 2016. Logo, as consequências da violência nos esportes é que cada vez mais as pessoas deixam de acompanhar as equipes presencialmente nos estádios por medo da selvageria que está relacionada à esse ambiente. 
      Fica claro, portanto, que a violência relacionada aos esportes requer ações efetivas para ser combatida. Nesse sentido, o Governo Federal pode lançar campanhas publicitárias nas redes sociais mostrando o número de mortes relacionadas ao futebol, tentando assim conscientizar os torcedores das barbáries, afim de tentar conter a intolerância. Além disso, pode-se reforçar a segurança pública nos eventos, com o maior policiamento, para que conflitos sejam evitados, combatidos, e que agressores sejam devidamente punidos, para evitar a perpetuação da violência no esporte brasileiro.