Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    Inclusão social. Saúde. Bom condicionamento físico. Disciplina. Integração. Esses são alguns dos incontáveis benefícios que o esporte pode trazer para o homem e que foram sabiamente valorizados pelos gregos, quando, ainda na Antiguidade, criaram os Jogos Olímpicos. No entanto, diferente desse contexto, tais vantagens vêm sendo ofuscadas, a cada dia, pelos inúmeros casos de violência no âmbito esportivo brasileiro, uma mazela de causas culturais e consequências hostis para a sociedade como um todo. 
      Vale ressaltar, a princípio, que tal problema tem origem numa conduta intolerante e fanática  arraigada no comportamento de muitos brasileiros. Isso pode ser evidenciado em diferentes esportes, mas, em especial, no futebol. Nessa modalidade, a propósito, o Brasil é mundialmente conhecido por sua competência, contudo, o que se percebe por trás disso é uma cultura de cunho exageradamente competitiva, machista, racista e desrespeitosa que vem sendo passada de geração em geração e que não tem recebido tanta atenção quanto a que seus títulos e conquistas mundiais recebem.
      Tais costumes, aliados à impunidade por parte do poder público nesse meio, levam a uma crescente onda de violência no esporte brasileiro. Torcidas organizadas frequentemente se envolvem em conflitos nos quais inúmeros acabam feridos ou mortos, sendo que, além disso, em muitos casos, pessoas inocentes próximas aos confrontos podem acabar como vítimas simultaneamente. Ademais, esses atos têm sido fomentados pelo advento da internet e das redes sociais, onde a falta de respeito à opinião alheia é constantemente presenciada e onde, também, pode-se atingir um maior contingente de pessoas. Com isso, o esporte acaba sendo rotulado como um meio negativo, não familiar, gerando o medo de se inserir nesse meio, seja como atleta, seja como torcedor, o que, consequentemente, desvaloriza essa ferramenta tão importante para qualquer sociedade. 
      "Eduquem as crianças e não sera necessário castigar os homens". Portanto, partindo da lógica do filósofo e matemático Pitágoras, medidas socioeducativas precisam ser priorizadas para combater a violência no esporte brasileiro. As escolas, com apoio do Ministério da Educação e da mídia, devem inserir projetos com planejamentos efetivos de incentivo ao esporte, esses irão focar na realização não só de aulas práticas, como as de educação física já inseridas na grade, mas também de aulas teóricas que ensinem os reais valores valores dessa prática - que, por sua vez, envolvem não só dedicação e paixão, mas, principalmente, respeito. Tudo isso, somado a um trabalho mais eficaz da polícia militar perante os transgressores poderá resgatar o destaque positivo do esporte como instrumento de extremo ganho para o país.