Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    Segundo o sociólogo Maurício Murad, o Brasil é o país em que mais morrem pessoas em função das brigas de estádio. Essa cultura da violência, instaurada na época de Roma, com a inauguração do Coliseu para eventos bárbaros em prol de uma satisfação do público e retomada com o processo de colonização do país, reforça a ideia de uma nação pautada na competição e, sobretudo, intolerante. 
          Em primeiro lugar, é necessário entender a importância do esporte para o povo brasileiro. Como disse Gylberto Freire, “O desenvolvimento do futebol, não um esporte igual aos outros, mas numa verdadeira instituição brasileira, tornou possível a sublimação de vários daqueles elementos irracionais de nossa formação e cultura” explicita o jogo como uma identidade cultural. Esse tipo de caracterização é reforçado pela mídia, que, ao impulsionar o sentimentalismo exacerbado sobre cada time em áreas como canais de televisão e lojas, transforma uma sociedade pautada em uma forma de “ufanismo futebolístico”.
          Entretanto, esse orgulho exagerado sobre o futebol, gera o sentimento de superioridade, sobretudo com adversários e pensamentos contrários à ideia esportista, fato inicia o surgimento de discriminação, preconceito e, principalmente, violência. Isso pode ser entendido pelos dados da IPEA, em que 106 mortes de torcedores foram causadas nos últimos 14 anos no Brasil.
          Assim, é vista uma nação defasada de políticas que contribuam para o melhor desenvolvimento das torcidas no Brasil. Dessa forma, entende-se que a intervenção deve partir dos canais de informação, que continuem transmitindo o sentimentalismo futebolístico, no entanto também demonstrem a importância de tolerância nos estádios, por meio de propagandas. Além disso, é necessária uma medida governamental para que essa cultura seja mudada, como o desenvolvimento de palestras e cartilhas informativas para as torcidas organizadas e torcedores de um modo geral, de modo a ser visto o impacto de uma identidade violenta e discriminatória em um ambiente esportivo.