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    As atividades esportivas, de acordo com o Ministério da Saúde, são fundamentais para o bom desenvolvimento do corpo e da mente, capaz de evitar doenças crônicas e estimular as relações interpessoais e o trabalho em grupo. No entanto, as modalidades desportivas, no Brasil, também são pauta no quesito violência, principalmente no futebol. Diante disso, valida-se a reflexão acerca da violência no esporte brasileiro como intensificada pelos planos de segurança ineficazes e insuficientes, acarretando a permanência dos atos transgressores na área.
          Em primeira análise, a ineficácia e a insuficiência do planejamento de segurança é o principal favorecedor da violência nos estádios. Nesse ínterim, segundo o Ministério do Esporte (ME), além das organizações esportivas ainda contarem somente com o policiamento público, há uma facilidade de concessões judiciais para indivíduos infratores em jogos assistirem novas partidas. Essa realidade corrobora o cenário de despreocupação dos responsáveis – times e Estado – com a proteção nesses eventos, viabilizando as ações agressivas das torcidas organizadas. Em vista disso, evidencia-se que a precariedade do planejamento protetivo facilita a violência nas atividades desportivas nacionais.
          A posteriori, em consequência do não desenvolvimento pleno dos projetos de segurança no âmbito esportivo, a violência nessa esfera se perpetua e se intensifica. Nessa perspectiva, um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública concluiu que o Brasil é o país com maior número de mortes causadas por divergências futebolísticas entre os torcedores. Tal dado reafirma a situação de negligência no setor esportivo, mais intensamente nos estádios de futebol, esporte de referências mundial.Destarte, fica explícito que a proteção nos jogos verde e amarelos ainda não é plenamente assegurada, haja vista o quadro depreciativo desse setor no país. 
          Depreende-se, portanto, que a violência no esporte brasileiro é uma problemática que precisa se sanada. Assim, é indispensável que o Poder Judiciário, em parceria com Comitês Esportivos, proponha a criação de uma lei que garanta a presença de equipes de segurança privada nos estádios, contratados pelos próprios clubes, durante os eventos no local, objetivando complementar o trabalho da Polícia Militar, bem como a intensificação do monitoramento dos torcedores quanto ao veto de indivíduos envolvidos em torcidas organizadas. Tais medidas aparecem com o intuito de inviabilizar as ações transgressoras dos torcedores e reduzir o índice de mortalidade no esporte do país.