Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um ''corpo biológico'' por ser, assim como esse, composta por partes quem interagem entre si. Nesse contexto, para que esse organismo funcione de modo igualitário e coeso, é fundamental a garantia de dos direitos de ir e vir de todo cidadão. No entanto, no Brasil, isso não ocorre, visto a crescente violência presente no âmbito esportivo que tem afetado, principalmente, times de futebol e seus adeptos. Dessa maneira, rever a situação a qual as torcidas estão submetidas são imprescindíveis para avaliar seus efeitos na contemporaneidade. 
            Em primeiro lugar, a falta de organização dos eventos, somada a má estrutura dos estádios, assim como a falta de educação, respeito e o grande fanatismo na esfera social brasileira transformou o divertimento e distração em confrontos, na maioria das vezes, sangrentos. Por isso, quando Immanuel Kant afirmou que o homem é aquilo que a educação faz dele, é possível perceber a sua escassa presença dentre os brasileiros, visto a realidade no meio dos esportes ser de crescentes brigas entre torcedores do mesmo time, de torcidas rivais e com os próprios policiais que deveriam assegurar segurança e ordem. Assim, esse fato configura um problema social e de base em um país, na qual o indivíduo fica privado de sua liberdade de expressão e manifestação de suas preferências no esporte.
           Consequentemente, essa problemática afeta não somente os torcedores mas os próprios clubes e a Federação Internacional do Futebol como um todo, já que se perde a credibilidade para com a população devido ao sentimento de insegurança generalizado, ou seja, perdas significativas nas vendas de ingressos e mesmo de patrocínios. Nesse sentido, esses transtornos também compõem parte da responsabilidade da federação, porém, eles não se preocupam com a organização necessária desses eventos e deixam apenas ao governo o encargo de solucionar o problemas que surgem.
         É evidente, portanto, que ainda há entraves na solidificação de medidas a fim de atenuar esse inercial impasse. Diante disso, é preciso que a Federação Internacional do Futebol atente para o meio na qual está inserida e invista, conjuntamente ao governo, em políticas que promovam segurança aos cidadãos presentes nos estádios, através de vistorias constantes de policiais, seguranças, corpo de bombeiros e equipe médica para maior suporte. Ademais, para os casos de de ocorrência de confrontos e eventuais crimes, assegurar à vítima e à família o melhor cumprimento das leis do Estatuto de Defesa do Torcedor. Certamente, diante desse esforço conjunto, não haverá barreiras capazes de minimizar o problema.