Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    A eliminação de estereótipos e estigmas sociais, representa um dos princípios fundamentais para o exercício saudável de esportes. Entretanto, devido a fatores como o preconceito e a morosidade de punição, os estádios de futebol brasileiros, atualmente, tornaram-se ambientes demonstrativos de violência e desafeto. Desse modo, faz-se necessário averiguar, por meio de um olhar crítico e reflexivo, esses fatores, e analisar quais medidas podem ser tomadas com o intuito de mitigar tal problemática.  
     Em primeiro lugar, vale ressaltar, a ausência de alteridade como um fator que sustenta esse cenário. Ou seja, é dizer que, os indivíduos apresentam dificuldades em aceitar escolhas diferentes das impregnadas pela sociedade. Assim, como consequência, insultos e palavras pejorativas são  comumente expressadas no campo de futebol. Prova disso, é o episódio vivenciado pelo goleiro Aranha, do grupo esportivo do Corinthians, vaiado pelos torcedores após ter assumido nas redes sociais ser homossexual. Com isso, observa-se a utilização desses espaços para atos discriminatórios.
     Além disso, a impunidade é outro fator a ser analisado. Isso porque, apesar de existir um Estatuto que regulamenta e apresenta direitos e deveres para o torcedor, as punições existentes não decresce o índice de barbaridades nesses locais. Dessa maneira, o números de agressões só cresce. Pois, de acordo com uma pesquisa publicada no portal online da UOL, o Brasil é considerado o quintos país com maior ocorrência de crimes e mortes durante as práticas esportivas. Sob esse viés, nota-se o quanto esse quadro é alarmante.
     Inferi-se, portanto, a necessidade de se garantir a segurança pública  e o bem-estar dos estádios brasileiros. Para isso, o Ministério da Educação deve elaborar campanhas educativas nas redes sociais, como Facebook e Instagram, instigando a população a respeitar as diferenças e as particularidades de cada individuo nos locais de práticas esportivas com a finalidade de extinguir atos de discriminação. Outrossim, à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em parceria com órgãos de segurança pública, tais como: a polícia militar, deve criar normas, como adoção de medidas socioeducativas com o intuito de punir os infratores. Afinal, parafraseando o pensador Jean Paul Satre, a violência, seja qual ela for, é sempre uma derrota.