Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    Segundo o filósofo francês Jean-Paul Sartre, toda violência é uma grande derrota, independentemente da forma que se manifesta. Por conseguinte, é indubitável que os episódios violentos associados ao futebol brasileiro são tristes exemplos dessa premissa, desde que muitas mortes têm sido registradas nos últimos anos. Nessa perspectiva, é impreterível a necessidade de uma intervenção governamental com o fito de mitigar os efeitos nocivos das torcidas organizadas nas partidas de futebol, garantindo o bem-estar de todos os torcedores e prezando pela harmonia dentro dos estádios. 
           A princípio, cabe ressaltar que na obra 1984 do escritor inglês George Orwell, é retratado um comportamento coletivo conhecido como “Dois minutos de ódio”, no qual o governo ditatorial ficcional incentiva a reação de euforia e extrema violência contra seus inimigos, refletido na reação animalesca dos indivíduos governados. Em analogia, é possível perceber que a “demonização” do adversário é uma das grandes causas da violência irracional durantes os eventos esportivos, gerando como consequência um elevado número de mortes, decorrentes da mesma conduta animalesca retratado na ficção de Orwell. 
           Outrossim, sabe-se que segundo o sociólogo brasileiro Maurício Murad, o Brasil lidera o recorde mundial de mortes relacionadas ao futebol. Desse modo, é indiscutível que tal manifestação é uma problemática de nível nacional que gera consequências inimagináveis para diversas pessoas, incluindo idosos e crianças. Devido a isso, levanta-se o questionamento a respeito da origem do ódio esportivo, que se apresenta de uma maneira injustificável e superficial, comprovando a teoria da “demonização” do inimigo que desperta uma sensação de histeria irracional em muitos indivíduos. 
           Infere-se, portanto, a premência de uma intervenção com a finalidade de combater essa problemática. Para isso, é de suma importância que o Governo Federal, em parceria com corporações esportivas, busque criar um projeto de fiscalização da segurança nos estádios, utilizando a tecnologia para monitorar o comportamento dos torcedores, por meio de detectores de metais, câmeras de alta resolução, programas de rastreamento de perfil e uma integração cadastral que exija os dados de cada torcedor ao entrar no centro esportivo. Dessa forma, é possível impedir o crescimento do número de mortes e episódios de brigas coletivas, estimando o bem-estar social e o lazer que todo cidadão merece.