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    "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria" A frase do autor Machado de Assis revela seu desprazer com a sociedade em que ele vivia. Contudo, ainda hoje e no contexto do esporte brasileiro vivenciamos um triste legado de violência crescente, que se expressa principalmente no futebol. Visto que, a enraização do fanatismo futebolístico e a incapacidade governamental em conter  essa brutalidade corroboram para sua perpetuação.
          De acordo com o dicionário Aurélio, o fanatismo consiste em agir de forma cega e devocional, levando o indivíduo a atitudes radicais, compulsivas e criminosas. Ademais, parafraseando Freud, em seu livro "O futuro de uma ilusão" a obstinação surge quando há a necessidade individual de sentir-se pertencente a um grupo, nesse caso, ao seu time ou torcida. E com isso, exponencia-se o quão penetrada é a cultura da adoração ao futebol no Brasil.
          Outrossim, segundo o jornal O globo, o nosso país é recordista em assassinatos por causa do futebol. Além do mais, no que tange à segurança, existe, segundo o professor e doutor em sociologia Maurício Murad, uma "incapacidade das autoridades em lidar com a violência no futebol." Refletindo em mais de 104 episódios de violência no ano de 2017, registrados no jornal El País. 
          Portanto, é mister que haja intensa atuação do governo federal aliado ao ministério da educação e cultura (MEC) e aos setores midiáticos. Por meio de verbas governamentais, deve haver demasiado investimento em campanhas de conscientização contra o fanatismo no futebol, promovendo palestras e aulas sobre suas causas e consequências e disseminando todo esse conteúdo nas mídias. A fim de formar cidadãos conscientes dos perigos que cercam tal fanatismo e suas raízes. Assim, poderemos seguir rumo a um Brasil onde as raízes do fanatismo sejam erradicadas e a paz seja o expoente principal do nosso legado.