Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    Na obra "A ética protestante e o espírito do capitalismo" o sociólogo Max Weber expõe a influência das tradições e da ética religiosa sobre o comportamento social do indivíduo nos países capitalistas. Na contemporaneidade brasileira, mesmo com o avanço das ciências, a realidade retratada por Weber ainda se faz presente. A violência social que assola o país está diretamente ligada à intolerância que se propaga há décadas no Brasil e é refletida em diversos âmbitos sociais, como, por exemplo, nos esportes. Logo, pode-se afirmar que essa situação segue se perpetuando graças à falta de competência do poder público no combate à violência. 
      De início, pode-se lembrar que a violência dentro da esfera esportiva é uma realidade extremamente presente no Brasil. Segundo o jornal  El País, no ano de 2017 ocorreram cerca de 104 episódios de agressão provenientes de rivalidades entre torcidas organizadas de futebol. Dentre as vítimas, 11 foram mortas de maneira brutal. Esse dado alarmante concretiza que a omissão do poder público gera a propagação da violência em todos os campos sociais, logo, se há uma sociedade imersa numa realidade violenta, as agressões irão se refletir em todo e qualquer meio, inclusive nos esportes, afinal, milhares de brasileiros corroboram com a intolerância, falta respeito e empatia ao próximo.
      Tem-se conhecimento que a Constituição Cidadã de 1988 garante segurança plena a todos os presentes em território nacional, em contraste, o governo age com imensurável descaso, permitindo que a violência se propague dentro do país. Usa-se como exemplo a rivalidade entre torcidas organizadas que é imensamente recorrente e, como já supracitado, gera dezenas de casos de agressão bruta e desumana. Se a selvageria domina o país, é fato que arrogância irá ser predominante em todas esferas sociais, graças à falta de tolerância presente no cotidiano brasileiro. Segundo a ativista Helen Keller, "o resultado mais sublime da educação é a tolerância", sob esse viés, pode-se concluir que  única maneira de obter-se uma sociedade plural e pacífica, é a propagação da educação, que deve ser acessível a todos graças ao seu poder de reverter tradições sociais nocivas.
     Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. O Ministério do Esporte junto ao Governo Federal, deve investir em campanhas de combate à violência na esfera esportiva, a partir da distribuição de cartilhas claras e objetivas em estádios, quadras, arenas e colégios, com fim de conscientizar os torcedores, mostrando-lhes as consequências da agressão física e verbal. É imprescindível também que haja maior fiscalização policial dentro e ao redor dos espaços esportivos durante os jogos, de maneira que aqueles que provoquem ou incitem brigas, sejam detidos em prol da manutenção da ordem e do bem estar social, proporcionando lazer saudável e pacífico a todos.