Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    Durante a Grécia Antiga, o esporte se destacou como um importante elemento caracterizador da cultura, principalmente devido à criação das Olimpíadas. Tal concepção foi amplamente difundida no Ocidente, na qual novos esportes foram criados ou aprimorados. Contudo, principalmente no contexto brasileiro, essa atividade difunde-se com a violência já existente na sociedade, situação que anula o real propósito do esporte: o desenvolvimento pleno do cidadão.
          Uma prova disso é que, de acordo com o Mapa da Violência, o Brasil detém os maiores números de assassinatos relacionados a futebol, esporte mais comum no país. Além das mortes, os estádios são os principais locais de difusão do preconceito e da homofobia no esporte, visto que músicas homofóbicas ou depreciativas são cantadas por torcidas rivais ou direcionadas a jogadores, como ocorrido com o atleta "Aranha" em 2014. Dentre as causas dessa violência, a principal é o fato de que o Brasil se figura como um dos países mais violentos, com dezessete cidades na lista das cinquenta mais violentas, de acordo com a BBC. Com isso, não gera espanto que o esporte reflita as características de uma sociedade que configura-se como violenta. Outrossim, tal problemática gera nos cidadãos o receio de frequentar espaços esportivos devido à falta de segurança, mesmo com a atuação de policiais e empresas privadas na promoção da ordem. 
          Nesse contexto, o Estatuto do Torcedor, criado em 2003, demonstra que mesmo com a elaboração de medidas preventivas e assistencialistas para esses indivíduos, muitos desconhecem seus direitos e deveres e algumas entidades esportivas não cumprem as diretrizes estabelecidas pela lei. Devido a isso, a promoção de acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência e a disponibilização de médicos e ambulâncias para cada dez mil torcedores, por exemplo, não são respeitadas e nem punidas por órgãos esportivos. Tal prática, ainda que silenciada pelos meios de comunicação, corrobora para o acréscimo da insegurança no esporte. 
          Diante do exposto, a fim de mitigar as causas e as consequências da violência no esporte brasileiro, é imprescindível que o Estado fortaleça o Estatuto do Torcedor, a partir do aumento das delegacias especializadas que promovem a segurança e o cumprimento das normas estabelecidas no Estatuto. Ademais, juntamente com o Ministério do Esporte, o Governo deve veicular propagandas televisivas que conscientizem os cidadãos a respeito da importância da boa convivência no esporte e os principais meios de denúncia de violência, por meio das redes sociais e propagandas em estádios, por exemplo. Assim, o esporte promoveria de maneira mais eficiente seu real propósito: o desenvolvimento pleno dos cidadãos brasileiros.