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    Na Roma Antiga, a violência ocorrida nos jogos entre gladiadores no anfiteatro Coliseu era justificada baseada na legitimidade dos valores culturais romanos. As agressões ocorridas entre os torcedores nos estádios de futebol, é uma verdadeira problemática atenuada pelo fanatismo e pela visão subsidiária que é atribuída a essa opugnação.
          Em primeira análise, atitudes hostis dominadas pelo sentimentalismo surgem entre os torcedores como forma de defender seu time, uma vez que a torcida adversária é vista como inimiga. Aliado a esse fator, a metáfora conceitual " futebol é guerra " é aplicada erroneamente pela torcida, já que as partidas são tidas como disputas competitivas. 
          Concomitantemente a essa dimensão estrutural,  a entropia ocorrida nos estádios de futebol não é tratada com robustez, já que é vista como "besteira", o que contribui ainda mais para a segregação hodierna. Tal atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt: quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Sob esse viés, a inobservância do estado no que tange à baixa incrementação de policiamento, assim como o inescrupuloso sistema, com leves advertências aos contraventores não se faz eficaz para a organização nos estádios.
          Embora o esporte tenha seu método baseado na inclusão social, defendida pelos próprios clubes, essa ideologia não se efetiva. Quando o escritor brasileiro Augusto Cury ratifica que a discriminação demora horas a ser construída, mas séculos para ser destruída, parece prever essa intolerância dominante na contemporaneidade.
           É imperioso a atuação de clubes esportivos e da Confederação Brasileira de Futebol, a fim de proporcionar aperfeiçoamento legal e maior robustez nas ações punitivas. Outrossim, é precípuo o intercâmbio técnico e logístico com países de referência em segurança nos estádios visando atenuar o segregacionismo e a opressão vigente.