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    Em sua música “Violência”, a banda Titãs retrata o cenário brasileiro repleto de violência por toda a sua extensão. A canção, ainda, revela que o homem age sempre como vítima e culpabiliza Deus ou o diabo. Acerca dessa lógica, a letra dessa melodia contorna a realidade da conjuntura atual brasileira, já que a violência adentrou nos diversos setores da sociedade e alastrou-se, até mesmo, à área esportiva. Assim, nota-se que é necessário mitigar essa problemática e suas principais causas e consequências: a ausência de cooperação Estado-sociedade e a implantação do medo derivado disso.
       A princípio, é clarividente que a ausência de cooperação estatal-social propicia a arenas e a ginásios poliesportivos serem palcos da violência. Dessa forma, o cientista político Robert Putnam ressalta que o capital social é fruto do auxílio mútuo da sociedade. Em contraposição a Robert, é evidente que o capital social no Brasil encontra-se deturpado, uma vez que a ausência de ação do corpo civil, quanto à violência no esporte, afeta severamente a harmonização do eixo social, tal como pode ser visto na falta de projetos que abordem a problemática. Atrelado a isso, a carência de fiscalização e controle cadastral –por parte do governo- acentual a problemática. Há, portanto, a reverberação do canto “Violência”.
       Ademais, o filósofo Zygmunt Bauman enfatiza, em seu livro “Medo Líquido”, que há dois estágios do medo: o comum e o derivado, este sendo o imposto por alguém e fora do senso comum. Sob esse viés, é notório que o medo secundário está sendo refletido na sociedade, posto que é uma das consequências da violência no esporte brasileiro. Esse estágio derivado faz com que famílias e torcedores pacíficos encontrem receio em assistir ao jogo do time que torce, tal situação quebra a ideia de liberdade e se baseia na falta de segurança. Dessa maneira, o medo secundário é alastrado. 
      Assim sendo, depreende-se o quão imprescindível é combater as causas e, por conseguinte, mitigar as consequências da violência no esporte brasileiro. Logo, cabe ao Ministério da Educação e o MinCTI e das Comunicações adentrarem no meio social e no midiático, por intermédio de gincanas escolares em âmbito nacional –os quais funcionem a partir de campanhas desenvolvidas pelos alunos e alastradas nas regiões próximas às instituições-, a fim de que leve à comunidade dados, informações e proporcionem o autopoliciamento do corpo civil quanto à prática da violência no esporte. Além disso, o Congresso Nacional deve criar leis que viabilizem um maior monitoramento fiscal e policial em estádios poliesportivos, haja vista que assim a canção “Violência” sairá dos olhos do brasileiro.