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    Mais fraco paga
    Como fato social patológico, definiu o sociólogo Durkheim, aquilo que está fora do comum. Quando fala-se de violência no Brasil, torna-se até complexo dizer que essa agressividade é incomum, pois, por uma grande ausência de segurança proporcionada pelo Estado e pela tradição velada de olhar o contrário como inimigo, ela chegou ao esporte com alto índice.
      Em uma sociedade capitalista, como a brasileira, tornar o Estado um vilão para tudo é até contraditório, por vezes, já que o liberalismo prega a mínima intervenção pública. Porém, essa iniciativa deve assistir à população o básico, como a segurança, o que não ocorre com eficiência na nação. Há pouco investimento na valorização do policial, que fica a margem dos opressores sem aparato, legal e físico, que o ajude a contê-los.
      Além disso, se quando os portugueses aqui chegaram, ao olharem para os nativos, diferentes, quiseram impor suas vontades, os atos violentos, como os de torcidas, se fazem valer da mesma ideia, mesmo que numa sociedade que se desenvolveu em tantos aspectos. Ao se deparar com alguém que pensa diferente, automaticamente tenta-se forçar o sentimento ao outro, pela agressão. Tenta-se, então, nessa luta de contrários, que não passam de  algumas características distintas, mostrar quem é o melhor.
      É de muita importância, então, que o poder público esteja a favor da polícia, promovendo, por meio do legislativo, a flexibilização das leis para estar ao lado do agente de segurança, bem como ser rigoroso no aparato legal que pune o indivíduo que recorre à agressão. Também faz-se necessário que os times promovam repúdio à atitudes grosseiras e estimulem boas condutas, fazendo campanhas em conjunto às atitudes do Estado.