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    A prática da competição esportiva tem origem na Grécia e suas principais motivações eram a confraternização e a pausa nos conflitos armados entre as cidades-estados. Contudo, passado séculos, o quadro atual do Brasil é outro: cada vez mais são registrados casos de violência no esporte, sobretudo no futebol. Logo, é importante intervir nas manifestações que geram conflitos para evitar que o verdadeiro propósito dessa prática seja perdido. 
          O comportamento agressivo nos estádios de futebol é fruto da cultura de intolerância da sociedade, conforme afirma o sociólogo Murad. Entretanto, tais manifestações vão de encontro às histórias de clubes de futebol brasileiros, que quebraram barreiras promovendo inclusão social e de gênero, como é o caso da torcida homossexual do Grêmio de Porto Alegre, a Coligay. Nesse sentido, a principal consequência da violência nos estádios é ausência de famílias nos os jogos, tornando estes locais dominados pelas violentas torcidas organizadas. 
          Segundo a revista R7, em 30 anos foram registradas 101 mortes decorridas da violência entre torcedores de futebol. Esse dado evidencia um problema ainda maior: os atos de barbárie saíram dos estádios para adentrar outros locais como bares e sites na internet. Sociólogos da Universa sseguram que a maioria das atrocidades provocadas são comandadas por membros de torcidas organizadas que, na verdade, são bandidos ligados ao tráfico de drogas, os quais se infiltram entre os torcedores para cometerem atos ilícitos, já que, atualmente, apenas o clube tem sido penalizado.
          Para que se reverter este cenário, portanto, seria pertinente a atuação do Ministério da Justiça e do Esporte, reformulando as leis sobre a violência nos meios esportivos, de modo que o indivíduo violento seja julgado e penalizado,além de manter as penalidades aos clubes e às torcidas. Esse é o melhor caminho para resolver a violência no esporte e o primeiro passo para diminuir a violência na sociedade brasileira.