Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    Sócrates, filósofo grego, afirmava que "as duas grandes habilidades necessárias à formação e ao desenvolvimento do ser humano são a arte e o esporte". Contrapondo, todavia, a garantia de lazer e qualidade de vida assegurada pela segunda aptidão, a prática de desportos no Brasil é, hoje, palco para a promoção de episódios violentos, o que se deve a fatores como a fragilidade na fiscalização e o fanatismo. Nesse sentido, deve haver um amadurecimento da sociedade civil, capaz de reduzir a ocorrência desses casos.
            Em primeira instância, segundo dados veiculados pelo portal r7, em 26 anos mais de 100 pessoas foram vítimas de conflitos entre torcidas no Brasil. Esse crescimento exponencial do número de episódios envolvendo agressões de natureza física e moral, furtos e assassinatos, motivados por divergências esportivas, evidencia a atuação deficitária de agentes responsáveis pelo monitoramento e garantia de segurança nos estádios e demais instalações atléticas do país. A falta de cumprimento de leis básicas e a ausência total ou parcial de atitudes preventivas intensificam a violência nos eventos desportivos.
          Outrossim, o futebol é, atualmente, a modalidade esportiva com maior número de seguidores no Brasil, no entanto, essa devoção em excesso corrobora o aumento da violência nos estádios do país. Adeptos fanáticos, normalmente, ignoram ideias e opiniões diferentes e não sabem lidar com as derrotas de seus times, ferindo, por vezes, a liberdade de expressão e a integridade física de outros indivíduos. Após a final do Campeonato Pernambucano, por exemplo, na cidade do Recife, um torcedor do Sport e seu cachorro foram agredidos por indivíduos trajados com camisas do clube adversário, derrotado na partida.
       É inquestionável, portanto, a necessidade de propor medidas que objetivem reduzir os danos oriundos da violência no esporte nacional. As associações atléticas e desportivas devem assegurar a presença de representantes da Polícia Militar nos eventos esportivos sediados no país, por meio de remuneração, a fim de promover segurança e oferecer uma oportunidade de lazer aos espectadores e profissionais envolvidos. Ademais, os times de futebol brasileiros devem iniciar campanhas em suas redes sociais, de forma a estimular uma aproximação saudável entre os torcedores e os clubes, reduzindo os atos motivados por ideais fanáticos.