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    No período medieval, os eventos envolvendo o futebol ocorriam em paralelo com datas comemorativas e a violência era tolerada, sendo vista como comportamento natural dos participantes do jogo. No entanto, atualmente, mesmo depois de mais de 500 anos, a violência no esporte ainda vigora, em virtude da falta de impunidade, visto que, segundo o UOL, apenas 3% dos casos de violência no futebol nos últimos anos, o autor foi punido até as últimas consequências. Nesse sentido, convém analisar as principais causas e consequências dessa problemática no país. 
      Em princípio, a violência aumentou muito no Brasil, segundo o Portal de Notícias da Globo, ocorreu 7 mortes por hora em 2017, e a violência no esporte reflete esse ambiente. Segundo o mesmo portal, também em 2017, foram registrados 104 episódios violentos relacionados ao futebol brasileiro, que resultaram em 11 mortes de torcedores. Logo, essa hostilidade é um reflexo do quadro de alta insegurança do país. 
      Ademais, a brutalidade ao redor e dentro dos estádios faz com que se tornem ambientes cada vez menos seguros. Como resultado, segundo o Jornal O Globo, cerca de 70% dos torcedores que deixam de ir ao estádio alegam como principal razão a violência. Além disso, em 12 rodadas do campeonato nacional, ocorreram mais de 10 episódios graves nos estádios e nos seus arredores, situação preocupante. Assim sendo, o torcedor do bem se afasta e o estádio passa a ser ocupado efetivamente por grupos violentos. 
      Em suma, a violência ligada ao esporte mais popular do país continua ganhando força e a impunidade é um fator determinante para a continuidade desse cenário. Desse modo, o governo deve elaborar penas mais rígidas para indivíduos envolvidos em conflitos, com prisão, multas e proibição de entrar nos estádios. Também, ampliação dos sistemas de segurança, como o monitoramento de torcedores a caminho dos estádios e durante e após as partidas, com o uso de câmeras e policiamento. Espera-se, com isso, um maior controle da segurança nos dias de jogos e a punição adequada para quem cometer delitos.