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    Thomas Hobbes, em sua obra " O leviatã", evidencia que o homem não sabe viver em sociedade e precisa de um estado autoritário que dite as regras e as normas de convivência. Nessa perspectiva, o filósofo inglês parece prever à questão de como a insociabilidade dos indivíduos remete a indagação da violência do esporte brasileiro. Assim, cabe analisar quais os fatores que induzem o ato negligenciado da agressão, bem como os riscos que esse descaso pode propor para a sociedade. 
        Em primeiro plano, quando a Constituição Federal de 1988 salienta o direito do cidadão à segurança pública, destaca a relevância do respeito ao próximo em qualquer modalidade de integração.Contrariamente a tal lógica, a violência no esporte advém de uma face da sociedade que engloba a agressão no cotidiano, sendo perpetuada por fatores como rivalidade entre as torcidas, ausência de segurança nos eventos esportivos ou até mesmo despreparo dos policiais. Nesse sentido, com o advento da internet, os membros das torcidas organizadas tem todo um aparato para planejar um confronto entre fanáticos, o que culmina na inaptidão das autoridades em lidar com a violência no futebol e a incapacidade de controlar qualquer tumulto devido a carência de equipamentos para suprir. 
        Outro desafio enfrentado pela torcida que opta na pacificação do esporte é o risco na integridade ao sujeita-se a assistir um jogo no estádio.Nessa perspectiva, o quadro de insegurança que assola o Brasil, é um jogo de futebol na forma de fanatismo, racismo e violência, que invoca o patrimônio público e privado. Em contrapartida, nem todos os indivíduos estão no local com o intuito de violência organizada, todavia, pelo fato de estar localizado no mesmo cenário pode suceder diversos tipos de agressões. Essa realidade pode ser exemplificada com um ato que aconteceu em um jogo entre Corinthians e San José, em 2013, em que um torcedor corinthiano jogou um joguete na torcida do adversário, que ocasionou na morte de uma criança. 
       Fica perceptível, portanto, que possíveis medidas são necessárias para solucionar a violência no esporte. Com isso, cabe a Confederação Brasileira de Futebol maximizar a segurança nos estádios, com policiamento extensivo para a abordagem dos cidadãos, por meio de detectores, com o intuito de mitigar qualquer meio de objeto que possa ser usado com a intenção de lesionar a população presente. Além disso, é essencial que o Poder Executivo atue na causa aprimorando leis que aumentem a penalização, sendo banidos dos estádios por tempo indeterminado, para que haja um receio antes de qualquer atitude. Assim sendo, poder-se-à verificar uma sociedade mais pacífica e empática.