Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

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    A obra Leviatã, de Thomas Hobbes, propõe a teoria do contrato social pois o homem é um ser caótico e necessita do Estado para garantir a segurança e a vida. Entretanto, dados recentes mostram um elevado índice de violência no esporte brasileiro, comprovando a ineficiência governamental diante dessa situação. Portanto, torna-se indispensável o reconhecimento da negligência estatal, afetando diretamente a sociedade.
    
          Em primeiro lugar, cabe destacar que, nos últimos 26 anos, pelo menos 101 pessoas morreram estando envolvidas com brigas de torcidas. Diante disso, a atitude esperada pelo poder público era um investimento na segurança e punição para aqueles que cometeram esses crimes. Contudo, aconteceu o oposto do que era desejado, visto que, de acordo com um levantamento feito pela Secretária Nacional do Futebol e da Defesa do Torcedor, somente cerca de 3% dos assassinos foram presos. Além disso, a aprovação da PEC-55, que congela os gastos nos setores públicos por 20 anos, pode expandir o tamanho desse problema.  
    
          Com a agravamento da violência no esporte brasileiro, inicia-se um conflito com a Declaração Universal dos Direitos Humanos pois, segundo o artigo XXIV desse documento, todo ser humano tem direito ao repouso e ao lazer. Logo, se o entretenimento do indivíduo for, por exemplo, o futebol, o mesmo evitará frequentar um estádio com medo de ser hostilizado e agredido, resultando numa privação de um direito universal.
    
          Urge, portanto, a necessidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública, juntamente com a Polícia Federal, realizar investigações para encontrar a parcela da população que pratica a violência no esporte. Espera-se, com isso, que os órgãos judiciais possam punir tais irresponsáveis e, assim, contribuir para que o esporte brasileiro deixe de ser palco das manifestações de violência e se torne apenas uma atividade de lazer.