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    Na Grécia Antiga, a realização dos jogos era um momento importante na busca pela harmonia entre as cidades-estados e trégua nas guerras e conflitos, chamada de "paz olímpica". No entanto, após séculos de avanço, o comportamento dos torcedores aparentemente retrocedeu, constatando-se um quadro caótico, evidenciado pela violência nos eventos esportivos, o que se deve a  falta de planejamento dos mesmos e a educação equivocada na criação dos filhos.
          Nesse contexto, a falta de planejamento e segurança nos eventos esportivos, geram consequências, como  aconteceu em 2017, em que foram registrados 104 episódios violentos relacionados ao futebol brasileiro, segundo pesquisa de Mestrado da Universo. Quando o Jean-Paul Sartre ressalta que a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota, evidencia-se  a necessidade de mudança no quadro.
            Além disso,a comparação de que a ideia de felicidade está em sempre conseguir o que quer, ensinada muitas vezes desde a infância, é um equívoco.Por isso, cabe aos pais preparar o filho para a realidade de perdas e ganhos, até porque aceitar frustrações é um exercício de tolerância, assim como ensina a psicóloga infantil Silvana Rabello, da PUC-SP, que as derrotas do dia a dia são uma oportunidade para que as crianças aprendam em um ambiente protegido antes de enfrentar o mundo.
              Portanto, cabe à mídia, sobretudo a televisiva, ampliar e aperfeiçoar a criação de personagens que sofram as consequências do tema abordado, por meio da ficção engajada, com o intuito de aumentar o debate sobre a violência no esporte em cadeia nacional. Assim como, a escola em uma ação conjunta com os pais, aprimorar práticas pedagógicas socioemocionais, por meio de dinâmicas lúdicas previstas na Base Comum Curricular, que versem sobre tolerância, empatia e como a felicidade está além de ter o que quer.