Cibercondria: a doença da era digital

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    É inegável que a internet  revolucionou os modelos de comunicação e ampliou os moldes de notícias e pesquisas, permitindo novas formas de acesso às informações. Nesse contexto, é possível notar que apesar dos benefícios da inovação, várias manifestações psicopatológicas vêm surgindo, a mais recente é chamada cibercondria e está relacionada à ansiedade sobre a saúde.
          Historicamente, o acesso às informações, notícias e pesquisas em tempo real era privilégio de poucos cidadãos no mundo. No entanto, com o advento da internet esse campo se tornou acessível à toda população. Desse modo, a World Wide Web remodelou os padrões de acesso à informação e com isso o acesso à saúde foi se transformando no mesmo ritmo. Hodiernamente, é possível verificar resultados de exames através do site do laboratório e enviá-los diretamente para o médico responsável. Entretanto, como a informação sobre saúde e doença se tornou mais disponível, surgiu uma condição chamada cibercondria, na qual pacientes consultam seus sintomas online e abordam o médico com ideia preconcebidas sobre o tratamento, induzindo a testes desnecessários e desgaste físico e emocional ao indivíduo.
    
          De acordo com um estudo de Ryen White e Eric Horvitz, a cobercondria é o aumento infundado da preocupação sobre a sintomatologia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa e literatura de web. Segundo a publicação, cerca de 80% dos adultos americanos procuram informações sobre saúde online e, 75% não verifica se as fontes são válidas e precisas. Dessa forma, pessoas com ansiedade procuram respostas para seus sintomas online, o que pode elevar seus níveis de estresse e acarretar em problemas como depressão e ataques de pânico devido às conclusões encontradas.
    
          Fica claro, portanto, que a cibercondria é uma adversidade na sociedade. Destarte, cabe ao Governo criar campanhas de mídia com o intuito de desencorajar esse tipo de pesquisa, mostrando os possíveis problemas que esse ato pode originar. É necessário, ainda, disponibilizar tratamentos psicológicos nos postos de saúde para aqueles cidadãos que já sofrem com esse intempérie.