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    Erros médicos. Falhas. Descaso. Desilusão. Democratização da Informação. Essas são algumas constantes que permeiam a discussão sobre os aspectos da cibercondria na sociedade moderna. Assim, mesmo com todo o desenvolvimento social e tecnológico presente, as assustadoras taxas de erros médicos e a péssima qualidade das estruturas hospitalares fazem o cidadão ter um certo receio antes de procurar esses profissionais. Nesse sentido, percebe-se uma desilusão da população com a qualidade e acertividade dos médicos, e uma agressividade exacerbada da indústria farmacêutica. 
        Nesse contexto, é importante salientar que é espantosa e apavorante a quantidade de mortes e complicações por erros médicos presente no Brasil. Segundo o G1 (plataforma digital da Rede Globo), falhas em hospitais matam mais que câncer, violência e acidentes de trânsito. Sendo a segunda maior causadora de mortes no país. Torna-se claro, à vista disso, que a cibercondria é consequência dessa temível realidade, onde qualquer um, independente da idade ou classes social, pode entrar para as estatísticas.
      Ademais, outro grande fomentador dessa problemática o marketing exagerado e criminoso da indústria farmacêutica, onde relacionam o uso de medicamentos com bem-estar e felicidade. De fato, como disse Lair Ribeiro, maior cardiologista brasileiro: ''Para a indústria farmacêutica o pior remédio é o que mata, e o segundo pior é o que cura''. Com isso, ficam tentando achar um meio-termo para viciar o cidadão o máximo possível.
      Fica evidente, portanto, que a cibercondria é um meio de defesa do cidadão contra a ''farra do erro médico''. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, iniba o descaso existente em grande parte dos hospitais brasileiros, contratando e espalhando fiscais por todos os municípios brasileiros, para que pacientes não sejam mais submetidos a indignidades - como ser atendido em corredores, e etc. Só assim, a cibercondria será diminuída e não será mais reflexo da sociedade.