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    É de conhecimento geral que na antiguidade muitas doenças eram identificadas por sintomas característicos, uma vez que, a associação da doença com o sintoma era repassada por meio da oralidade. No entanto, no contexto social vigente, o mundo virtual é precursor de diversas informações, o que pode trazer malefícios na área da saúde, tanto pelo autodiagnóstico quanto pelas consequências dessa busca. Situação que necessita ser discutida e amenizada.
      Pode-se mencionar, por exemplo, o filósofo Zygmunt Bauman, que em uma entrevista afirmou que a conexão virtual é muito útil, mas pode ser uma armadilha. No contexto da cibercondria é muito perigoso, visto que ao pesquisar sobre determinado sintoma pode aparecer diversas doenças graves, dessa forma, causa uma ansiedade por conta do autodiagnóstico equivocado, como afirma o site Gazeta online. 
       Outrossim, segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, o índice de pesquisas sobre possíveis diagnósticos é de 40%, ou seja, a população recorre primeiro à plataforma digital e apenas uma minoria busca auxílio médico. A comodidade do “Dr. Google” intensifica esse diagnóstico online e além de induzir a uma tratamento errado, visto que cada doença possui um transmissor e um cuidado adequado, pode ocasionar possíveis doenças mais sérias e transtornos psicológicos devido à preocupação. 
       Em síntese, é necessário que o Ministério da saúde, em união com o Ministério da Educação, desenvolvam projetos e campanhas acerca dos riscos do diagnóstico online e da automedicação, por meio de alertas nas redes sociais, encontros regionais e nas escolas. Dessa forma, a sociedade ficará mais consciente de que buscar auxílio médico é melhor do que procurar o “Dr. Google”, e como na antiguidade, pela oralidade todas as pessoas receberão essas informações. Estes são os primeiros passos para amenizar essa realidade.