Cibercondria: a doença da era digital

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    "A tecnologia move o mundo." Essa frase de Steve Jobs, empresário e inventor americano no setor da informática, revela o quanto a tecnologia é benéfica para a sociedade moderna. No entanto, alguns fatores permitem que em determinados pontos ela seja prejudicial, dentre eles está a cibercondria, uma patologia que consiste na automedicação com base nos dados fornecidos pela internet, um fato que acarreta consequências negativas a saúde individual e ao âmbito coletivo.
          Em primeiro plano é válido ressaltar que o mundo online possibilitou a formação de um mundo globalizado e conectado, em que saber sobre qualquer assunto é possível com apenas alguns cliques. Contudo, tal alternativa de pesquisa se tornou tão prática quanto maléfica, caso usada de forma inadequada. Exemplo disso é a questão da cibercondria,na qual muitos indivíduos descartam a orientação médica quando apresentam problemas de saúde e recorrem  à internet para solucionar todas as suas dúvidas. Desse modo,os cidadãos digitam alguns dos seus sintomas em sites de buscas e adquirem várias abordagens de tratamentos e remédios. Contudo,muitas vezes,tais concepções podem estar equivocadas ou inadequadas ao real caso do paciente,pois,para um diagnóstico detalhado é preciso o acompanhamento profissional com exames médicos.Tal fato está cada vez mais recorrente na realidade contemporânea, o que pode gerar diversos impactos negativos à saúde humana. 
    
          Em segundo lugar, sugestões de medicamentos ou tratamentos alternativos induzem o indivíduo a obter determinadas substâncias. Paralelo a isso, a compra e venda indiscriminada de remédios nas farmácias contribui para aumentar a proporção do problema, pois, muitas vezes pílulas para gripe, dor de cabeça e até mesmo para vermes intestinais são vendidas para sem nenhuma prescrição médica. Além disso, para boa parte da população é mais barato, cômodo e rápido aceitar soluções propostas pela internet. Tal fato é pertinente ao se analisar a grande quantidade de receitas caseiras e tutoriais de como fazer chás com objetivo de curar de forma rápida e simples os quais são presentes nesse cenário. Dessa forma, o cidadão não procura um profissional da saúde para realizar exames, e efetuar o tratamento de forma correta, preferindo consumir o que está em discussão na internet. Por conseguinte, isso pode não fazer efeito acarretar riscos e até piorar seu caso.
          Destarte, a cibercondria é prejudicial ao bem estar dos indivíduos. Cabe ao Ministério da Saúde proibir a compra e venda de remédios sem receita médica.Além disso deve junto com a mídia promover anúncios publicitários  de forma apelativa que ressaltem os perigos de acreditar em tudo que está na internet sem o acompanhamento profissional. Assim o problema será atenuado, contribuindo para o bem comum da sociedade.