Cibercondria: a doença da era digital

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    Cibercondria, é o termo criado a partir das palavras: ciber (referente ao ambiente virtual) e hipocondria (compulsão em tomar medicamentos), juntos esses termos definem a busca na internet por tratamentos de saúde, subjugando a necessidade de procurar um médico.
    
          Por conseguinte este hábito, trás sérios problemas à saúde; e é ocasionado pela comodidade proporcionada pela internet, em paralelo ao difícil acesso à saúde pública. Para combate-lo portanto, medidas que vão além da conscientização precisam ser aplicadas, afim de proporcionar as condições adequadas para que os brasileiros abandonem esse hábito.
          O sistema único de saúde (SUS) é falho em várias de suas funções, pois está sobrecarregado. O atendimento em postos de saúde e hospitais evidenciam tal precariedade. No primeiro ambiente citado, médicos, só estão a serviço por poucas horas, em dias específicos da semana. Já em hospitais, há demora para atendimento até de casos urgentes. Ambos incapazes de atender a demanda da população.
    
    Assim sendo os cidadãos optam pelo diagnóstico na web que lhes é mais acessível e rápido. Entre tanto se expõem às possíveis complicações em seu quadro clínico, devido: a remédios errados ou ineficientes; a omissão de doenças pelo tratamento dos sintomas; além de falso diagnóstico.
          Em suma, esse problema origina-se, da falta de acesso à saúde e não do hábito hipocóndrico. Portanto, para cessa-lo, basta que o Ministério da Saúde, integre o Sistema Único de Saúde ao meio virtual. Mediante uma plataforma digital, que contenha informações, conselhos para prevenção de doenças, além de atendimento individual; este, com base, nas informações pessoais contidas no SUS _como cartão de vacina e diagnósticos prévios_ e, na disponibilidade de médicos para atendimento online, o que auxilia casos simples e facilita o agendamento de consultas presenciais em suspeita de doenças graves. Além favorecer a população isso ajuda a diminuir a demanda do SUS, para que assim postos de saúde e hospitais estejam prontos para lidar com o que é realmente necessário.