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    A série da Netflix, "Doenças do século XXI", abordou diversas doenças presentes na sociedade atual, causadas, principalmente, pela internet. Nesse sentido, um dos episódios retratava a vida de uma jovem viciada em se automedicar por doenças ainda desconhecidas pela medicina. Todavia, fora da ficção, é fato que a realidade retratada pela série, não se encontra tão distante da realidade, visto que observa-se um crescente número de cibercondrias, ou seja, automedicações devido a um diagnóstico precipitado via internet. Sendo assim, é fato que tal doença possui problemáticas como: facilidade de pesquisa e compra de remédios, aliada com a falta de informação dos malefícios dessa automedicação.
      Nesse contexto, é indubitável que a falta de hospitais e médicos, aliadas com a tamanha demora no atendimento, principalmente, da saúde pública, favorece essa automedicação. Essa circunstância é causada, posto que em contrapartida dessa situação, a população de forma equivocada, busca na internet, por ser rápido e de fácil acesso, sintomas e remédios que, muitas vezes, não condizem com sua real doença. De acordo com a ANVISA, cerca de 45% da população prefere se automedicar à enfrentar filas ou ir ao médico, devido a comodidade fornecida pela internet. 
      Além disso, tem -se que a facilidade em se comprar remédios é crescente, fato este que favorece a cibercondria, pois mostra a facilidade de se consumir algo pesquisado na internet. Segundo o site G1, o Brasil é um dos países que mais consomem remédios sem prescrição médica em farmácias, no Brasil, sendo recorrentes remédios que são considerados proibidos em outros países, como paracetamol e dipirona. Por conseguente, esse uso errôneo causa diversos problemas como alergias e até depressão.
      Ademais, é importante destacar que a falta de informação dos malefícios da automedicação, aliada com a grande publicidade dos remédios no meio digital, favorece o quadro dessa ciber hipocondria, já que a todo instante a sociedade está sendo exposta a remédios em redes sociais, como Instagram e Facebook, que prometem resultados milagrosos. Tal situação, foi retrata pelo sociólogo Zigmunt Baulman, em que afirmava que a internet tem a capacidade de potencializar diversos problemas na sociedade devido a sua grande eficiência de se propagar por diversas tribos na sociedade globalizada.
     Infere-se, portanto, que é imprescindível que o Ministério da Saúde, crie, por meio de verbas governamentais, programas nas redes sociais que detalhem os malefícios da automedicação pela internet. Tais plataformas teriam palestrantes, análises e debates, com a finalidade de exemplificar e divulgar informações sobre o tema para a população. Ademais, é indispensável que o Estado forneça maiores verbas para hospitais e áreas públicas. Por fim, o Governo Federal deve criar legislações mais restritivas para o comércio de remédios nas farmácias. Apenas assim é possível remediar esse fato.