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    Na obra “Geração Superficial”, o escritor Estadunidense Nichollas Carr, afirma que apesar da internet desempenhar a universalização de informações, notáveis são os impactos negativos sobre seus usuários, principalmente no que diz respeito à reflexão. Nesse sentido, evidencia-se a problematização da cibercondria em contexto mundial, desordem que relacionada tanto à falta de orientação, quanto ao decadente sistema de saúde pública do país, provoca inúmeros danos à sociedade. Com efeito, torna-se fundamental debater os impactos e consequências desse quadro, bem como maneiras de o interromper. 
       Em primeira análise, é indubitável que a escassez de espaços destinados à educação digital e à promoção da saúde nas escolas públicas brasileiras figura como fator de disseminação dessa patologia moderna. Segundo o Censo Escolar lançado pelo Ministério da Educação, apenas 46,8% das escolas de ensino fundamental dispõem de acesso à internet. Seguindo essa linha de pensamento, as instituições, ao não promoverem conhecimentos adequados acerca dos conteúdos de saúde em rede, proporcionam a manutenção da irreflexão sobre os impactos negativos advindos do autodiagnostico e, por conseguinte, da automedicação. 
      Outrossim, vale ressaltar que o limitado acesso da população brasileira a tratamento médico adequado, bem como a facilidade do acesso a medicação e seu consumo agravam, ainda mais, tal quadro. Visto que, por mais que o artigo 196 da Constituição Federal de 1988 garanta o acesso gratuito e de qualidade à saúde, na prática, tal ideal não é garantido, de forma que a busca por informações, muitas vezes infundadas e superficiais, em de sites de pesquisa como o Google e propagandas televisivas, torna-se comum. O que se realizado sem orientação profissional, aumenta os riscos de intoxicação e toda sorte de más complicações. Dessa maneira, cria-se um ciclo viciosa e que a busca é mais cômoda que o agendamento de uma consulta tradicional.
        Diante disso, fica claro, portanto, que a fim de mitigar os efeitos danosos causados pela cibercondria, é mister que o Governo Federal, através dos Ministérios de Educação e Saúde, promova o diálogo sobre educação digital através do desenvolvimento de oficinas e campanhas ministradas por profissionais da saúde e tecnologia que conscientizem a população quanto aos perigos do autodiagnostico. Com isso, cabe ao Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (CONAR) exercer controle de propagandas de medicamentos pelos meios de comunicação, de forma a evitar problemas advindos do uso e compra indiscriminados dos mesmos. Quem sabe assim, os impactos negativos advindos da internet, retratados por Carr, sejam minimizados