Cibercondria: a doença da era digital

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    É necessário considerar que cibercondria deriva da palavra ¨hipocondria¨, que desgina àqueles indivíduos que possuem medo obsessivo de doenças e, para evitá-las, se automedicam descontrolada e irresponsavelmente. Além disso, para piorar, a recomendação dos medicamentos advém da internet. Por isso, é imprescindível adotar medidas para mudar essa infeliz realidade brasileira, que revela um comportamento problemático que cresce silenciosomente.
     Em primeiro lugar, deve-se considerar a existência de diferentes motivos que explicam essa situação. É possível pensar na facilidade de comprar fármacos em farmácias e à falta de fiscalização dos mesmos, pois ambos colaboram com a automedicação. Além disso, um plano de internet e uma pesquisa no google são consideravelmente mais baratos e mais rápidos do que uma consulta médica. Isso é enfatizado pela pesquisa do instituto ICQT, que revela que quase 80% da população se automedica ao invés de procurar um profissional de saúde.
      Em segundo lugar, é possível ver os graves efeitos desse cenário. Um deles se relaciona as consequências da automedicação, que podem levar à superdosagem, à alergias, à superresistência de patógenos, superlotação da rede pública de saúde e, até mesmo, ao óbito. Além disso, é perceptível a desvalorização do profissional da saúde, pois é comum pacientes darem crédito ao Google, por exemplo, e desmerecer a competência de profissionais especializados.
      Por isso, para mudar esse panorama, o ideal seria que o Ministério da Saúde elaborasse um projeto juntamente ao Google, que informe ao paciente, quando este for pesquisar sobre automedicação na internet, que isso não substitui uma consulta com um profissional de saúde e que a automedicação é perigosa e pode trazer mais danos do que benefícios. Além disso, o governo deveria aumentar o rigor da lei quanto à compra de fármacos, para dificultar o acesso, sem receita, destes em farmácias.