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    No seriado televisivo "The Big Bang Theory", o personagem Sheldon Cooper, um gênio físico, alegava sempre uma extrema ansiedade às possibilidades de ter uma doença, o que caracterizou sua hipocondria, doença que, geralmente, vem acompanhada de transtornos como ansiedade exacerbada e fobia social. Sheldon, na posição de cidadão bombardeado pelo excesso de informações, é um exemplo de paciente afetado pela cibercondria, uma doença que é uma espécie de hipocondria aliada com as pesquisas na internet, que atua de forma nociva para toda a sociedade e é um grande obstáculo para a saúde pública no século XXI.
          Em primeiro plano, o bombardeamento de informações, característica principal da "Era da Informação", contribui fundamentalmente para a aquisição da cibercondria. A facilidade no acesso à informações médicas sem ter nenhum tipo de suporte interpretativo leva a um quadro degenerado de ansiedade extrema. Nesse contexto, a manipulação dos internautas causada pela presença de algoritmos, moldados a partir do histórico de pesquisa do usuário, leva a uma cibercondria desenfreada, com redirecionamento à sites específicos de consulta à saúde, piorando assim a situação do "cibercondríaco".
          Diante do exposto, uma das principais consequências é a ansiedade fortificada em pacientes hipocondríacos, que se estende pela procura incansável a vários consultórios médicos especializados e hospitais, o que piora seu quadro quando não encontra uma resposta satisfatória e, por conseguinte, agrava sua relação profissional-paciente, gerando insegurança e o impedimento de um bom vínculo de confiança entre ambos. 
    
          Impende, portanto, que a fomentação da cibercondria deixe de ser realidade. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério das Comunicações, regularem, por meio de portarias expedidas, os informativos relativos à saúde na era digital, impedindo a disseminação de conteúdo sensível e fomentador aos hipocondríacos e, dentro desse mesmo aspecto, incentivar o tratamento por meio da terapia cognitiva comportamental, tratamento que já é tido como eficaz por grande parcela da comunidade científica, ressaltado por artigos científicos postados na Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. Desse modo, é possível combater as demais adversidades psicanalíticas e, assim como Sheldon se tornou um gênio da física, tornemo-nos gênios de nosso próprio cognitivo.