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    Uma das mentes brilhantes do século XIX, Albert Einstein, expôs que temia o tempo em que a tecnologia ultrapassasse a interação humana, entretanto, o temido tempo chegou. Na era da quarta revolução industrial, esse cenário é indiscutivelmente real e corrobora para problemas sociais. Assim sendo, é perceptível a necessidade de um olhar crítico e social para o entendimento da cibercondria. Sob essa ótica, manifesta-se a necessidade de políticas públicas e educadoras a fim de atenuar a problemática. 
      Em primeiro plano, urge analisar os reflexos de uma cultura globalizada que permite a propagação da informação de forma exorbitante. Tal proliferação, no entanto, é empregue no campo da saúde e, em alguns casos, não de uma boa forma. Os indivíduos, a apresentarem sintomas de alguma patologia, ao invés de procurar uma casa de saúde, vão direto para a internet, obtém um autodiagnóstico e, por conseguinte, uma automedicação. 
       É fundamental frisar que, para combater a hipocondria digital, são necessários a conscientização e relativismo cultural. De acordo Monteiro Lobato, um país é feito de homens e livros. Segundo ele, assim como Paulo Freire, a educação tem o poder de mudar hábitos que levam à procura online de autodiagnósticos. Com isso, a redução da busca assíduas por diagnoses online pode ser remediada por intermédio de medidas educadoras. 
      Portanto, medidas são necessárias para conscientizar e alertar a sociedade sobre os perigos da hipocondria. Inicialmente, é crucial a intervenção do governo por meio dos Ministérios da Saúde e Educação por meio de palestras e seminários que visem alertar os indivíduos acerca dos cuidados e importância da saúde, além disso, da primordialidade de ser tratada com seriedade por um profissional habilitado, e não por uma máquina.
      Ademais, é extremamente indispensável uma maior presença dos pais (principalmente de adolescentes) nas vidas de seus respectivos filhos e estarem atentos aos indícios de alguma patologia de para que, assim que necessário, levarem os mesmos a um estabelecimento de saúde, de forma que, com isso, a cultura globalizada não interfira (mais) na saúde dos indivíduos de forma negativa e a interação humana, nesse ponto, tenda a não cruzar os limites da interação humana.