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    Segundo a Associação de Psiquiatria dos Estados Unidos, a hipocondria é a condição mental que leva a pessoa a acreditar que possui alguma enfermidade grave - levando em conta sintomas normais -, sem a diagnosticação de um médico. Ademais, com o avançar da tecnologia, é notório a evolução desse transtorno para a cibercondria, quadro mental que se refere ao uso da navegação na internet para a autodiagnosticação. Contudo, com o auxílio da navegação virtual para sanar dúvidas referentes a determinados sintomas, pessoas se deparam com uma quantidade demasiada de informações, as quais provocam uma piora no quadro de ansiedade e de insegurança em pacientes necessitados.
       Em primeiro lugar, é imprescindível que, na presente era digital, diversas pessoas utilizam a internet como uma ferramenta de autodiagnosticação para sintomas que elas julgam serem premeditações de uma doença grave. Além disso, o uso dessa ferramenta é justificado pela ânsia por uma resposta imediata, acarretada pela vida corrida e pelo desprendimento com a saúde mental e física. Segundo Arthur Schopenhauer, o maior erro do homem é sacrificar sua saúde em troca de qualquer outra vantagem. Nesse viés, essa vantagem configura-se como o ganho de tempo por uma resposta instantânea e imprecisa. Esse ganho possibilita que o indivíduo consiga seguir sua vida agitada, colocando sua saúde - a qual é de suma importância que seja tratada por um especialista -, em segundo plano ou como compromisso de pouca importância em sua agenda semanal.
       Vale também ressaltar os efeitos dessa prática indevida. Com o diagnóstico online em mãos, o paciente da internet é tomado por uma preocupante ansiedade, a qual se origina da possibilidade de estar portando uma enfermidade grave e da necessidade de se automedicar sem a prescrição de um médico. Logo, isso ocasiona buscas por uma quantidade abusiva de medicamentos em farmácias, nas quais remédios são vendidos de forma sem o requerimento de uma indicação médica. Ademais, de acordo com o médico Victor Sato, o uso demasiado de medicamentos pode causar efeitos colaterais graves. Nesse cenário, é evidente a piora no contexto de saúde da pessoa, uma vez que um simples sintoma se diverge para diversos distúrbios originados da automedicação inapropriada.
       Portanto, para que haja uma diminuição da venda inapropriada de medicação sem prescrição de um médico e que os malefícios desse ato sejam evitados, é preciso que o Ministério da Saúde fiscalize a venda desses remédios nas farmácias. Essa fiscalização seria de forma periódica e com a ajuda de um banco de dados das vendas de cada rede de farmácias. Nesse banco de dados, constaria as informações da venda de cada medicamento, juntamente com o registro do médico, que o indicou, no Conselho Regional de Medicina, no qual constaria sua identidade e a autenticidade da prescrição.