Cibercondria: a doença da era digital

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    Consoante ao poeta Cazuza, " Eu vejo o futuro repetir o passado", a cibercondria não é um problema atual. Pois desde a década de 50 no inicio da Revolução Digital, também conhecida como Terceira Revolução Industrial essa doença é uma realidade no Brasil. Deste modo, faz-se evidente a persistência desse problema, seja pela ansiedade sobre a saúde ou pelo stress que essa condição causa.
      Em primeiro lugar a ansiedade sobre a saúde, classificada como hipocondria, é um problema que afeta milhares de pessoas. Todavia, com o avanço da tecnologia essa enfermidade alastrou-se, usando como via principal a internet. Visto que, em 2001, a BBC reportou que os médicos estavam a lidar com uma nova condição chamada cibercondria ou “síndrome da pesquisa na internet”. Além disso, essa ansiedade leva os indivíduos a utilizarem a automedicação, sem consultarem um profissional previamente, desta forma, podem desenvolver doenças reais.
      Outrossim, a preocupação com a saúde e o bem estar é importante. Porém, quando ela excede um determinado patamar, pode gerar consequências, tais como o stress, o qual leva a dores de cabeça e dores musculares, o que por sua vez aumenta a preocupação. Para que isso não continue, é importante não deixar-se guiar por tudo que estiver disponível na web, caso contrario o individuo pode adoecer cada vez mais e sofrer de males como a depressão.
      Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Por conseguinte, cabe ao Conselho Federal de Medicina orientar os médicos sobre a cibercondria , para que consigam tratar os pacientes da melhor maneira possível, além de deixar claro aos pacientes que somente os profissionais e os exames comprovam possíveis doenças. Ademais, é indispensável que o Ministério da Saúde organize uma comissão de profissionais da saúde para  ministrarem palestras  nas escolas e universidades, buscando esclarecer os males dessa doença.