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    No século XX, o físico Albert Einstein já alertava a sociedade sobre um problema muito discutido atualmente: o uso inadequado de meios tecnológicos, ao que se chama na era contemporânea "cibercondria". Certamente, o tema representa uma séria "doença'' da era digital, uma vez que aumenta ,a cada dia, o nível de ansiedade de seus usuários, bem como acarreta a dependência destes devido ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos.
        Em primeiro lugar, os meios digitais proporcionam uma psico adaptação negativa à maioria das pessoas que deles usufruem. Isso ocorre porque elas se adaptam a receber e enviar informações entre si constante e brevemente, ou seja, a internet transmite uma falsa ideia de velocidade e praticidade na vida dos indivíduos, o que, inegavelmente, não condiz sempre com sua realidade. O resultado disso são usuários frustrados e ansiosos com a quebra de expectativa entre as realidades física e virtual. O próprio psiquiatra Augusto Cury concorda com essa ideia em seu livro Gestão da emoção, em que afirma que a geração atual é a geração ''Harry Potter", uma sociedade que vive esperando ansiosamente por mudanças na vida, sobretudo devido ao uso exacerbado da internet.
        Em segundo lugar, diversos internautas condicionam seu cotidiano ao uso de tecnologias. Isso quer dizer que, na ausência desses dispositivos, seus dias não são muito produtivos acadêmica, profissional ou socialmente. Aparentemente, existe uma dependência tecnológica, o que causa a abstinência desse meio. Ou, como os psicólogos da atualidade afirmam, é notado o chamado "tecno estresse", que é a dependência patológica do uso de aparelhos tecnológicos, gerando problemas de coluna, aumento da pressão sanguínea, obesidade, depressão, entre muitas outras enfermidades.
        Portanto, duas questões importantes sobre o tema são a dependência tecnológica e a ansiedade. Dessa forma, cabe à Organização Mundial da Saúde promover o debate entre profissionais da saúde mental e sociedade a respeito da administração do tempo de uso de tecnologias, através de palestras em instituições públicas, onde abordariam-se as patologias ligadas ao uso. Também cabe aos governos o incentivo a práticas de atividades ao ar livre, como esportes, para que as pessoas não se sintam tão dependentes de redes sociais e outros meios para viver adequadamente. Assim, elas poderão usar esses recursos de forma eficiente e menos patológica.