Cibercondria: a doença da era digital

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    Sabe-se que o advento da modernidade ajudou a resolver vários problemas de saúde dos seres humanos, como por exemplo, com o surgimento das vacinas, possibilitando uma maior expectativa de vida. Mas, por outro lado, essa modernidade também trouxe outras questões, como a cibercondria, o que deixa perguntas como estas: por que isso ocorre? E como resolver essa questão?
      Primeiramente, um dos principais fatores para a ocorrência da cibercondria são os baixos investimentos na educação pública. Esse fato pode ser claramente observado, pois, de acordo com o historiador brasileiro, Leandro Karnal, em uma de suas palestras, quanto menor é a preocupação do governo em investir na educação de sua sociedade, mais ignorante é a sua população. Desse modo, quanto mais ignorante são os seus cidadãos, maior é a tendência deles de desenvolver a cibercondria, justamente porque essa população é mais fácil de ser induzida por qualquer leitura sobre doenças na internet.
    
      Em segundo lugar, a escassez de médicos no serviço público de determinadas cidades é outro fator que favorece para a ocorrência da cibercondria. Isso se dá porque, segundo o médico brasileiro Drauzio Varella, numa de suas entrevistas, com a falta desses profissionais, as pessoas tenderão a procurar mais sobre os seus sintomas na internet, tendo grandes chances de um diagnóstico errado e até pior, a automedicação, fazendo com que corram riscos de vida.
    
      Destarte, entendendo que a problemática da cibercondria se dá, principalmente, devido aos baixos investimentos na educação e da falta de médicos, cabe o Governo Federal do determinado país, melhorar a sua educação, mediante mais investimentos, para que a sua sociedade seja menos suscetível a ser induzida por qualquer literatura relacionada sobre sintomas de doenças. Por fim, o governo de cada cidade deve atrair mais médicos, por meio da oferta de melhores condições de trabalho e um plano de carreira, fazendo com que seus cidadãos corram menos riscos de vida.