Cibercondria: a doença da era digital

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    A cibercondria tem se espalhado pelo mundo de forma intensa. Embora o avanço do uso da rede de computadores tenha contribuído para a evolução tecnológica em diversos âmbitos, tais como a economia, a educação e a cultura, o uso indevido desses meios digitais pode gerar prejuízos à saúde do usuário que deixa de procurar o sistema de saúde para pesquisar sobre patologias, sintomas e possíveis tratamentos na internet.
          Em primeiro lugar, a cultura de utilização de equipamentos como celulares, tablets e notebooks tem como um de seus objetivos proporcionar a navegação na internet e, através dela, o acesso a diversos entretenimentos, tais como as redes sociais e os aplicativos desenvolvidos especificamente para atividades como a elaboração de rotas para viagens com avisos de possíveis obstáculos na estrada. 
          Além disso, de acordo com a associação GSM - Sistema Global de comunicações móveis, o número de usuários únicos de telefone chegou a cinco bilhões no mundo, em 2017, e, como consequência disso, nota-se o desenvolvimento de setores como a economia (pela facilidade para a realização de vendas de produtos e serviços), a educação (com a disponibilização de plataformas para cursos online e ensino à distância, possibilitando, inclusive, o ingresso em universidades adeptas a esse método) e a cultura (pelo aumento da inter-relação sociocultural entre pessoas de diversas nacionalidades, idiomas e costumes).
    
          No entanto, o uso dessas ferramentas digitais para pesquisar sobre doenças e sintomas, ao invés de procurar um especialista da área da saúde para a realização de um diagnóstico correto, pode desencadear o surgimento de enfermidades, ou, até mesmo, o agravamento delas pelo uso indevido de tipos e de dosagem de medicamentos. De acordo com o Ministério da Saúde, a automedicação levou mais de 60 mil pessoas para os hospitais nos últimos cinco anos no Brasil e uma das razões para isso é a dosagem do fármaco mais alta que o necessário. 
    
          Portanto, é notável a necessidade de intervenção para a diminuição desses casos de cibercondria no país. Uma boa solução seria o Estado investir na elaboração de cartilhas educativas para serem distribuídas em locais com grande circulação de pessoas, como escolas, restaurantes, cinemas, academias e, inclusive, farmácias e de anúncios para serem exibidos na televisão e na internet, com informações didáticas sobre a importância de se submeter à avaliação de um profissional da saúde para o diagnóstico correto do estado de saúde e dos riscos que se corre com a prática da automedicação. Assim, constituem-se usuários mais conscientes tanto para o sistema de saúde, quanto para a internet e diminui-se o número de pessoas hospitalizadas pelo uso indevido de medicamentos.