Cibercondria: a doença da era digital

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    Considerado pai da ciência moderna, o filósofo Francis Bacon, defende que apenas a experiência com base científica viabiliza o alcance da sabedoria e, consequentemente, o progresso da coletividade. No Brasil, contudo, isso é negligenciado, visto que a utilização da internet como meio de autodiagnóstico corrobora para um comportamento exagerado e impulsivo sobre as conclusões durante a busca de algum sintoma, causando a cibercondria, seja pela ansiedade ou pela negligência com o uso da tecnologia.
     É relevante enfatizar, em primeiro lugar, que a ansiedade, considerada o Mal do Século, é responsável pela cibercondria. Isso decorre do fato que essa doença, sendo um estado desagradável de inquietação e preocupação do individuo, que quando procura um sintoma em algum "site" de informação de saúde, através do celular, para ter essa preocupação assaciada, se depara com milhares de explicações, dessa forma desenvolvendo mais ansiedade e criando, assim um transtorno maior pela busca de uma solução do sintoma.
     Outrossim, destaca-se, ainda, a facilidade de informações permitida pela tecnologia como impulsionador do problema. Isso ocorre porque, vive-se em uma sociedade marcada pelo uso do aparelho celular, junto com o uso da internet, o que colabora para que a população passe está ciente sobre alguma informação de uma determinada doença, o que facilita para que aja a autodignóstico de si mesmo, consequentemente desenvolvendo o desejo de automedicação.
     É evidente, portanto, que o transtorno de ansiedade e o uso inadequado da tecnologia colabora para a cibercondria. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam o combate ao desejo compulsório de identificar doenças de si mesmo e medicar-se, através da tecnologia.