Cibercondria: a doença da era digital

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    A Constituição Federal Brasileira, garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à saúde. No entanto, a doença da era digital, conhecida por Cibercondria, impossibilita que muitas pessoas desfrutem desse privilégio. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre, devido não só à automedicação, mas também, ao alto poder de alienação das redes sociais.           Vale destacar de início, que uma das principais motivações para essa questão é a automedicação realizada por uma grande parcela populacional. Isso porque o sistema de saúde no Brasil, é pouco estruturado. Em consequência disso, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver o problema de saúde, sendo a maior parte desses medicamentos vendidos sem receita médica. Haja vista que de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 50% dos usuários de fármacos o faz de forma incorreta. Logo, é fundamental maior atenção do Governo em relação ao setor público de saúde, a fim de promover assistência e conscientização social, tal como impedir o consumo indiscriminado de remédios. 
          Faz – se mister, ainda, salientar o alto poder de alienação das redes sociais como impulsionadora do tema. Visto que facebook e instragram são ferramentas de grande impacto midiático e permitem cada vez mais interatividade entre os usuários. Porém, através delas circulam inúmeras correntes negativas, basta ver a "#medicamentoslivres" e frases como “adquira medicamento isento de prescrição médica”. Portanto, fake news que nem essas, infelizmente são compartilhadas nas redes sociais e aplicativos de mensagens como o WhatsApp, alcançando mais de 500 mil pessoas, conforme dados apresentados na Folha de Notícias UOL. Tal situação agrava o problema de saúde pública, pois em concordância com Francis Bacon, “o modo mais seguro de prevenir as revoltas, é eliminar a sua matéria”. Por isso, é fundamental que haja conscientização nacional, com foco em impedir tais movimentos, bem como promover projetos de combate à Cibercondria. 
          Enfim, tendo em vista garantir saúde aos brasileiros, o Poder Público deve promover ações mais inerentes à realidade social, por meio de debates e alertas sobre o uso incorreto de remédios, bem como mostrar os prejuízos que a cultura da automedicação representa à vida. Isso pode ser feito desde cedo nas escolas, com elaborações de trabalhos e campanhas educativas que falam sobre orientações, fiscalizações e divulgações quanto à utilização correta de medicamentos, onde alunos, pais e professores serão o público alvo. Tudo isso com a finalidade de proporcionar uma vida saudável à sociedade, além de debelar a Cibercondria. Desse modo, os indivíduos terão seus direitos garantidos, na prática, conforme Carta Magna