Cibercondria: a doença da era digital

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    Na obra ''O Doente Imaginário'', de Moliére, descreve a relação entre um médico inepto e um idoso hipocondríaco, vítima da sua própria mente. Fora da ficção, a cultura social da auto-medicação, atrelada à displicência governamental em garantir a facilidade na aquisição de fármacos, propicia o aumento infundado da sintomatologia, baseados na resultância dos mecanismos de busca  e conteúdos literários oriundos da web.
     Observa-se, em primeira instância, que segundo o ICTQ, 79% dos Brasileiro usam a rede digital para se automedicar diariamente, todavia, apenas 25% conferem à fonte da informação. Em análogo, conclusões precipitadas em virtude de informes errôneos propagandeados na internet, corroboram para cenários de preocupação extrema, na qual acarreta quadros de depressão, ansiedade e a própria cibercondria. Subsequente, fomentando ainda mais o uso de medicamentos sem consulta clínica.
    Vale ressaltar ainda, que no Brasil, 65% dos remédios são isentos de prescrição médica. Destarte, a facilidade na obtenção dessas drogas pode engendrar prejuízos ao seu usuário, como o descaso no conseguimento de antibióticos. Deste modo, acarretando no surgimento de ''Super Bactérias'' causadoras de infecções e diversas patologias. Por conseguinte, pondo a vida de toda a sociedade em risco.
    Diante fatores supracitados, urge a necessidade que o Ministério da Saúde em convênio com a ANVISA, realizem fiscalizações frequentes em drogarias e laboratórios farmacológicos, engatado com a criação de um programa que vise distribuir cartilhas que ensinem corretamente quais procedimentos médicos adequados usar em determinada situação e o detalhamento nos sintomas das mazelas mais comuns. Dessa forma, por intermédio das secretárias e postos de saúde, visando findar o problema da venda indiscriminada de fármacos e informar a população sabiamente sobre as doenças que os aflige.