Cibercondria: a doença da era digital

Envie sua redação para correção
    Atualmente, a internet está se tornando um vício para seus usuários que não interagem pessoalmente ou com o mundo, não há mais necessidade de ir à biblioteca, e nem ao mercado, a tecnologia faz tudo isso. No entanto, existem efeitos negativos dessa facilidade, além de tornarem as pessoas dependentes como se fosse um narcótico, também tira a importância de algumas profissões, como os médicos que são substituídos por pesquisas no Google ou em redes sociais, que resultam em automedicação do usuário. 
          Inicialmente, um levantamento realizado pela ATKearney, uma consultora de negócios, revelou que o Brasil é o país com o maior número de pessoas viciadas em internet no mundo, sendo que 51% dos brasileiros dizem que podem ser encontrados conectados o dia todo, essa taxa é quase duas vezes maior que a média global, que é de 28%. Contudo, as razões dessa dependência vão desde trabalho até um refúgio, onde para muitos, a internet, suas redes sociais e jogos são uma fuga do mundo real. 
          Além disso, é evidente que hoje em dia as pessoas estão deixando de ir ao médico quando possuem alguns sintomas, e os substituem por rápidos cliques no teclado e alguns deslizes na tela até encontrarem um resultado que as satisfaçam. É indiscutível o risco desse ato, uma vez que ele leva a automedicação, algo extremamente perigoso que pode ocasionar em problemas para tratamentos futuros, ao diagnóstico precoce, que muitas vezes acabam sendo feitos de forma errônea, levando preocupação excessiva para algo simples, ou ao contrário, porém, ambos os casos são arriscados.
          Portanto, conclui-se que a tecnologia tornou-se uma doença para os usuários que a utilizam para viverem sua vida, deixando o mundo real em segundo plano. Acredita-se ser necessário, em prol da saúde mental e física das pessoas, que o Ministério da Saúde em união com a Anatel proíbam a venda de medicamentos sem receita médica, porém, como a maioria da população usa desse método tecnológico para se autodiagnosticar, poderia ser feito um acesso online mais prático entre médicos e pacientes para um melhor uso de todos.